
As ministras Macaé Evaristo, dos Direitos Humanos e Cidadania, e Márcia Lopes, das Mulheres, reforçaram nesta terça-feira (16) a importância de a sociedade denunciar violações contra pessoas idosas. A declaração foi feita na abertura da 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, realizada em Brasília (DF), que segue até a próxima sexta-feira (19).
Durante o evento, as autoridades destacaram que o Brasil já conta com mais de 35 milhões de idosos, o que exige uma rede de proteção ativa, políticas públicas eficazes e participação direta da população no combate à violência e às violações de direitos.
“Nesse esforço, garantimos prioridade no atendimento das denúncias de violência contra pessoas idosas na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos”, afirmou a ministra Macaé Evaristo. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, canal nacional para registro de violações de direitos humanos.

Macaé ressaltou ainda que o envelhecimento da população brasileira representa uma conquista social, mas que também impõe desafios ao Estado. Segundo ela, é necessário ampliar o cuidado, fortalecer os serviços públicos e assegurar direitos básicos à população idosa.
Já a ministra Márcia Lopes anunciou, durante a conferência, a criação do Fórum Nacional de Mulheres Idosas, iniciativa voltada à construção de políticas específicas para esse público.
“Pessoas idosas exigem dignidade, respeito e acesso a políticas públicas”, afirmou. A ministra destacou que mulheres idosas enfrentam vulnerabilidades adicionais e que é preciso enfrentar os flagelos sociais que atingem essa parcela da população.
Desigualdades persistem entre idosos
Durante o encontro, Macaé Evaristo também chamou atenção para as desigualdades que persistem entre homens e mulheres idosos, além das diferenças raciais. Segundo a ministra, pessoas idosas brancas recebem, em média, 65% a mais do que idosos pretos e pardos no Brasil.
Outro dado destacado foi o impacto da escolaridade no mercado de trabalho. “Mulheres idosas com ensino superior têm três vezes mais chance de permanecer no mercado de trabalho do que aquelas da mesma idade sem instrução ou com ensino fundamental incompleto”, afirmou.
O secretário nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, Alexandre da Silva, avaliou que o país tem avançado na garantia de direitos, mesmo diante de um cenário marcado por desafios sociais e estruturais. Para ele, a conferência é um espaço fundamental de escuta e construção coletiva.
“O evento precisa evidenciar os problemas e as violações que acontecem em todas as regiões do país”, destacou.
A 6ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa reúne representantes do poder público, da sociedade civil e de movimentos sociais para discutir propostas e fortalecer políticas voltadas à proteção e ao envelhecimento com dignidade no Brasil.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





