
Para atender aos estudantes das turmas do 3º ano do ensino fundamental ao ensino médio, a Seduc está distribuindo 293.496 exemplares da coleção Minha África Brasileira e Povos Indígenas, que compõe livro didático, livro paradidático de literatura e encarte especial.
A ação faz parte do Programa de Fortalecimento da Educação (Profe) e do projeto Poder Afro, com o objetivo de fortalecer estratégias de combate ao racismo nas escolas, fomentando o respeito às diferenças.
A Diretoria de Educação dos Povos Originários e Tradicionais da Seduc elaborou um guia orientador para os professores utilizarem o material. “Esse documento de orientação recomenda que o material seja abordado pelo menos uma vez ao mês e que sejam trabalhados dois capítulos por bimestre. Indica ainda quais as habilidades da matriz de recomposição e do DCT [Documento Curricular do Tocantins] devem ser desenvolvidas na utilização do material didático e paradidático”, explicou a coordenadora do Núcleo de Educação Escolar Quilombola e Educação para as Relações Étnico-Raciais (NEEQ-ERER) da Seduc, Karoline Rebouças.
Os livros integram as políticas públicas para a aplicação das leis n° 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. E também integram o material dos eixos da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ).
A coleção busca desenvolver no estudante um conjunto de valores, atitudes e habilidades, por meio da abordagem de diferentes temáticas, práticas e atividades pedagógicas, para além dos conhecimentos específicos de cada componente curricular.
A professora de História da Escola Presbiteriana de Colinas, Maria Aparecida de Luna Sousa, destaca a importância do programa para auxiliar os estudantes a desenvolverem uma nova consciência sobre a sociedade brasileira. “Este livro é um recurso valioso para as aulas de História, pois conta com uma linguagem simples, de fácil compreensão; ilustrações bonitas e atrativas; atividades de fácil compreensão, que o aluno pode desenvolver sem dificuldade. A proposta do livro é contextualizada e está dentro dos assuntos vistos pelos alunos, tudo isso enriquece e facilita a aprendizagem do estudante”, esclarece a professora.
A estudante Ana Luisa Alves, de 14 anos, do 9º ano do ensino fundamental também da Escola Presbiteriana de Colinas, aborda a importância dos livros. “Eu gostei muito, os conteúdos são interessantes e úteis para ampliação do meu conhecimento relacionado a fatos importantes da história brasileira, a qual os povos africanos e indígenas foram referência de força e resistência na construção do nosso país”, ressalta.