
A Secretaria do Meio Ambiente de Araguaína subiu o tom e lançou um alerta direto para moradores e turistas: alimentar animais silvestres é perigoso, prejudica a fauna e ainda dá processo. Com a cidade crescendo e áreas como Via Lago, Prainha e Marginal Neblina recebendo mais movimento, bichos como macacos, aves e até répteis se aproximam da zona urbana, e quando começa o problema.
Segundo a fiscalização ambiental, quando alguém oferece comida para animais silvestres, mexe num ciclo que funciona sozinho há séculos. “Alimentar animais altera completamente o comportamento natural deles. Gera dependência, faz perder instinto de caça, aumenta risco de acidentes com pessoas e desequilibra o ecossistema”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Joaquim Quinta Neto.
Além disso, a prática facilita captura ilegal e domesticação, algo que ainda alimenta o mercado clandestino.
Risco de doenças
O alerta também vale para a saúde. Com o contato direto, aumenta o risco de transmissão de doenças como tuberculose e tétano, além de contaminação de humanos para animais, o que pode afetar bandos inteiros e colocar em risco espécies inteiras da região.
É crime, sim
IBAMA e ICMBio também deixam claro: dar comida para animais silvestres é proibido, seja em ambiente natural, seja em unidades de conservação. A prática se enquadra no artigo 29 da Lei 9.605/98, que trata de utilização indevida de espécimes da fauna sem autorização — podendo resultar em autuação, multa e até detenção.
A orientação é simples:
curta a natureza, mas não interfira nela.
Observar, fotografar e apreciar já é suficiente para manter a fauna saudável e a cidade em equilíbrio.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





