
As fortes chuvas que atingiram Araguaína nos últimos dias levaram uma grande quantidade de lixo acumulado nos bueiros e margens de córregos para dentro do Lago Azul. O acúmulo de resíduos afeta diretamente a Prainha, ponto mais frequentado pelos banhistas da cidade. Por precaução, a Prefeitura recomendou que a população evite entrar na água até a realização de novos testes de qualidade, previstos para outubro.
“Foi um momento muito feliz anunciarmos que a prainha estava apta para banho e agora, com responsabilidade, prezando pela saúde da nossa população, recomendamos que evitem o banho aqui. Seguiremos acompanhando os boletins de monitoramento e assim que a balneabilidade for novamente atestada, teremos a satisfação de anunciar a todos”, afirmou o prefeito Wagner Rodrigues.
As análises serão feitas pelo Laboratório de Águas de Araguaína (Laboara), vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Agricultura, Meio Ambiente e Turismo (SEDEMAT). Os testes seguem as normas do Conama nº 274/2000, que definem os níveis aceitáveis de contaminação microbiológica em águas usadas para recreação.
Enquanto isso, a Prefeitura já iniciou a retirada do lixo acumulado no lago.
De acordo com o secretário Joaquim Quinta Neto, a suspensão é uma medida preventiva para garantir o bem-estar dos frequentadores. Ele também reforçou o pedido para que os moradores acondicionem corretamente o lixo doméstico e evitem descartá-lo em bueiros e córregos.
Araguaína conta com 1.200 contêineres distribuídos em diferentes setores para evitar que as enxurradas arrastem resíduos até os pontos de drenagem.
A gestão municipal mantém ações permanentes de preservação, como a recuperação de nascentes, a canalização de córregos e o fechamento de ligações clandestinas de esgoto. No Projeto Águas de Araguaína, financiado pela CAF, já foram eliminadas mais de 400 ligações irregulares em córregos que deságuam no Lago Azul.
“As iniciativas de preservação reforçam o compromisso da Prefeitura de Araguaína com a sustentabilidade e a saúde pública. Mais do que obras e fiscalizações, a proteção dos recursos hídricos depende também da conscientização e do envolvimento de toda a comunidade”, destacou Joaquim.
A balneabilidade é definida pela análise de indicadores microbiológicos, como coliformes fecais e a bactéria Escherichia coli, que apontam contaminação fecal e risco de doenças. Chuvas intensas, despejo irregular de esgoto e proliferação de algas são fatores que interferem diretamente na qualidade da água.
Em Araguaína, o monitoramento é feito pelos projetos MonitorÁgua e Banhar Araguaína, que divulgam relatórios e boletins periódicos para informar a população.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





