
O Tocantins saiu da COP 30 chamando atenção e deixando claro que entrou de vez no jogo do carbono. O programa JREDD+, que está perto da certificação, virou destaque entre grandes compradores internacionais. A informação é da superintendente de Gestão de Políticas Públicas Ambientais da Semarh, Marli Santos, que integra a comitiva ao lado do governador Laurez Moreira e do secretário do Meio Ambiente, Divaldo Rezende. Segundo ela, o Estado virou referência pela forma organizada e transparente com que conduz o programa. “O Tocantins está muito próximo da certificação, e isso atraiu empresas como Amazon, Microsoft, Bank of America, Itaú e outras”, afirmou.
O modelo adotado é o jurisdicional, que abrange todo o território tocantinense e considera a redução de emissões em escala estadual. Os benefícios serão repartidos com povos indígenas, comunidades tradicionais, agricultores familiares, setor agroprodutivo e áreas do governo que atuam no combate ao desmatamento e incêndios florestais. Durante a COP, o Estado mostrou relatórios, materiais e o resultado das consultas feitas com populações envolvidas para comprovar que tudo segue padrões internacionais. “Estamos apresentando o JREDD+ em vários painéis e reuniões bilaterais, mostrando que seguimos todos os protocolos”, explicou Marli.
Além do JREDD+, o Tocantins levou para a conferência um portfólio ambiental robusto, incluindo o programa de Agricultura de Baixo Carbono (ABC), a Estratégia Tocantins Competitivo e Sustentável, monitoramento ambiental por tecnologia, análise dos Cadastros Ambientais Rurais, recuperação de nascentes e outras iniciativas voltadas para emissões reduzidas.

A Semarh ainda participou de um painel voltado a soluções climáticas baseadas na natureza, que atraiu representantes da África, Indonésia, América Latina e membros do Instituto Nature4Climate. Em outro evento, com presença de empresas como Amazon, Microsoft, Vale, Bank of America e Itaú, o Tocantins apresentou seus programas e ganhou elogios diretos de potenciais compradores. “Eles já sinalizaram que querem avançar nas negociações assim que os créditos forem validados e registrados. Isso deve ocorrer nos próximos seis meses”, destacou Marli.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





