
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) confirmou nesta segunda-feira (6), que houve vazamento nos tanques com ácido sulfúrico que caíram no leito do rio Tocantins durante o desabamento da ponte JK, entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), no dia 22 de dezembro de 2024.
Ao todo, tanques carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e, de acordo com o órgão, não há a confirmação exata do quanto vazou, porém o volume derramado ainda não gera grandes preocupações. Se todo o ácido fosse derramado no rio, haveria um grande dano ambiental.
Até o final de 2024, a informação oficial da Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Maranhão (Sema) era de que a carga tinha ficado intacta no fundo do rio. No entanto, desde o dia 1º de janeiro havia a suspeita de que parte do ácido foi derramado e a confirmação veio por mergulhadores das empresas contratadas para retirar a carga, segundo o Ibama.
A suspeita é que as correntezas do rio, que aumentaram com a abertura das comportas da hidrelétrica de Estreito, podem ter provocado o vazamento. A correnteza também gera dificuldade para o resgate dos corpos das vítimas, três delas ainda não foram encontradas. A abertura das comportas foi necessária porque chove na região e a água represada havia atingido o limite.
Apesar do susto, o Ibama informou que a carga derramada já teria sido diluída na água e não apresenta grandes preocupações. Ainda assim, o risco de dano ambiental só será totalmente eliminado após a retirada dos tanques do rio, o que pode levar até 1 mês, por causa da dificuldade na operação e outros fatores, como a prioridade dada ao resgate dos desaparecidos.