
O Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) divulgou, nesta segunda-feira (10), a versão preliminar do Plano de Revezamento das Captações, uma iniciativa estratégica para a gestão sustentável dos recursos hídricos na Bacia do Rio Formoso. A medida, regulamentada pela Portaria do Naturatins nº 52/2024, tem como objetivo garantir o equilíbrio entre o uso da água e a preservação ambiental, especialmente durante os períodos de seca, assegurando a disponibilidade do recurso para abastecimento humano, conservação ecológica e atividades agroindustriais.
De acordo com Mateus Chagas, gerente de Controle e Uso dos Recursos Hídricos do Naturatins, o plano adota uma metodologia que permite que apenas um terço dos pontos de captação operem por dia, em um sistema de rodízio organizado por grupos que se alternam a cada 24 ou 48 horas. “Esse revezamento possibilita um maior controle sobre a vazão dos mananciais, evitando impactos ambientais severos e garantindo a manutenção da qualidade e quantidade de água disponível”, explicou.
O plano foi aprovado pelo Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Formoso, por meio do Parecer nº 001/2025/CT/CBHRF, e já está em fase de implementação. Entre as principais diretrizes, está a exigência da Outorga de Direito de Uso dos Recursos Hídricos, documento obrigatório para todos os usuários que captam água na região. Além disso, a vazão outorgada para cada período deve ser rigorosamente respeitada, garantindo a equidade no uso da água.
Monitoramento e controle
Para garantir a eficácia do plano, o Naturatins instalou telemétricas de referência em pontos estratégicos da Bacia do Rio Formoso. Essas estações permitem o monitoramento contínuo dos níveis de água, identificando situações de atenção e níveis críticos em cada trecho monitorado. “Esse sistema é fundamental para tomadas de decisão rápidas e precisas, especialmente em períodos de estiagem”, destacou Chagas.
Benefícios e desafios
O Plano de Revezamento das Captações traz uma série de benefícios para a região, como a redução do risco de escassez hídrica, a preservação dos ecossistemas aquáticos e a maior previsibilidade para os usuários, que podem planejar melhor o uso da água em atividades agropecuárias e industriais.
No entanto, a implementação do plano também enfrenta desafios, como a necessidade de monitoramento contínuo, a adesão dos usuários ao sistema de revezamento e a fiscalização para evitar captações irregulares. “A colaboração de todos os envolvidos é essencial para o sucesso dessa iniciativa”, reforçou o gerente.
Próximos passos
Com a publicação da versão preliminar, o Naturatins abre espaço para contribuições e ajustes antes da finalização do plano. A expectativa é que a medida se consolide como uma referência em gestão hídrica, servindo de modelo para outras bacias hidrográficas do estado e do país.
A iniciativa reforça o compromisso do Tocantins com a sustentabilidade e a preservação dos recursos naturais, garantindo que a água continue a ser um bem disponível para as gerações atuais e futuras.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





