Número de queimadas em Araguaína atinge quase 50% do registrado em 2024, e Corpo de Bombeiros segue em alerta

Dados apontam diminuição nas queimadas em Araguaína, mas clima seco e baixa umidade mantêm perigo elevado até o fim do período de estiagem.
Corpo de bombeiros atua no combate a queimadas. (Foto: Ascom 2ºBBM/Divulgação)

O período de estiagem, caracterizado pelo tempo seco, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, segue exigindo atenção redobrada das autoridades ambientais em Araguaína e em todo o Tocantins. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins, a regional de Araguaína já registrou 155 casos de incêndios florestais entre janeiro e julho de 2025. Apesar de representar uma queda de 49,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 309 ocorrências, o risco segue alto devido às condições climáticas desfavoráveis.

A redução nas ocorrências é atribuída, em parte, a ações preventivas e ao fortalecimento das campanhas de conscientização promovidas pelo Corpo de Bombeiros em parceria com órgãos ambientais e a Defesa Civil. No entanto, a corporação alerta que a maioria dos focos de incêndio ainda tem origem humana, seja por ações intencionais ou por práticas negligentes, como o uso de fogo para limpeza de terrenos.

“O número menor em 2025 é um dado positivo, mas não significa que a situação está controlada, pelo contrário, o ano ainda não acabou e as queimadas continuam acontecendo. Nesse ano, o governo do Estado emitiu uma portaria suspendendo qualquer tipo de queimada controlada em território tocantinense. Está proibido atear fogo em vegetação, entulhos ou lixos em residências.”, afirma o 1º Tenente Greyk, Subcomandante do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Araguaína.

Impactos das queimadas

As queimadas provocam sérios danos ambientais, como a destruição da fauna e flora nativas, empobrecimento do solo e aumento da poluição atmosférica. Os impactos se estendem também à saúde pública, principalmente entre idosos, crianças e pessoas com doenças respiratórias, que sofrem com o agravamento de crises asmáticas e alérgicas durante esse período.

Em Araguaína, o Hospital Regional já começa a registrar aumento na procura por atendimentos relacionados a problemas respiratórios, especialmente em dias com fumaça visível na cidade.

Ocorrências na zona urbana costumam tomar grandes proporções. (Foto: Ascom 2ºBBM/Divulgação)

Prevenção e cuidados

Para evitar novas ocorrências, o Corpo de Bombeiros reforça orientações simples, mas eficazes: não usar fogo para limpar pastagens, não descartar lixo ou vidro em áreas de vegetação e evitar queimadas em terrenos baldios. Em zonas rurais, é recomendada a criação de aceiros e a limpeza periódica de áreas de plantio.

A população também pode colaborar denunciando queimadas ilegais por meio do telefone 193 ou pela Ouvidoria do Meio Ambiente. “É fundamental o apoio da comunidade. Muitas vezes o incêndio começa pequeno, mas se torna incontrolável antes mesmo da chegada das equipes”, destacou o 1º Tenente Greyk, Subcomandante do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

Fiscalização e penalidades

Além do Corpo de Bombeiros, atuam na prevenção e combate às queimadas o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), a Polícia Militar Ambiental, a Defesa Civil e o Ministério Público Estadual. A legislação estadual proíbe o uso do fogo sem autorização durante o período de estiagem, e as penalidades para quem descumpre as normas podem incluir multas que ultrapassam R$ 10 mil, além de sanções criminais em casos mais graves.

Por: Lénedy Wander | Portal Imediato

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