Zezé Di Camargo recebeu quase R$ 5 milhões por shows em comícios de Lula em 2002

Cantor fez 17 apresentações na campanha petista e volta ao centro da polêmica após rompimento com o SBT.
Imediato News / Lula e Zezé di Camargo e Luciano | Foto: Flávio Florido/Folhapress

O cantor Zezé Di Camargo recebeu o equivalente a R$ 4,9 milhões, em valores atualizados, por apresentações realizadas durante a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. À época, Zezé ainda formava dupla com o irmão Luciano e participou ativamente de atos políticos do PT.

Dados oficiais da campanha indicam o pagamento de R$ 1.275.000 à empresa Zezé Di Camargo e Luciano por 17 shows, sendo 11 no primeiro turno e seis no segundo. Corrigido pelo IPCA, o montante chega hoje a R$ 4.915.028,74. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, assinada por Marcelo Rubens Paiva, o contrato previa cachê de R$ 75 mil por apresentação, valor que atualmente equivale a cerca de R$ 289 mil por show.

Além das apresentações, a dupla também teve participação direta na comunicação da campanha. A música “Meu País”, produzida por Zezé Di Camargo e Luciano, foi utilizada como tema oficial do então candidato à Presidência.

Críticas ao SBT e reação interna

O assunto voltou ao centro das atenções após Zezé Di Camargo anunciar o rompimento com o SBT, depois da participação do presidente Lula no evento de lançamento do SBT News. Em vídeo publicado nas redes sociais, o cantor pediu que a emissora não exiba seu tradicional especial de Natal e criticou decisões tomadas após a morte de Silvio Santos.

“Filho que não honra pai e mãe, para mim, não existe”, afirmou o artista, em referência às filhas do fundador, que atualmente comandam o grupo. Zezé também declarou que não quer decepcionar parte do público e afirmou torcer pelo país. “Eu vivo e dependo do povo brasileiro”, disse.

Ratinho sai em defesa do SBT

A polêmica ganhou novo capítulo quando o apresentador Ratinho usou seu programa, exibido na segunda-feira (15), para se posicionar publicamente. Segundo ele, houve uma tentativa de rotular politicamente a emissora.

Ratinho foi direto ao afirmar que o SBT não tem alinhamento ideológico e sempre manteve uma postura plural. “Transformar o lançamento de um canal de notícias em fanatismo político é uma atitude que beira a ignorância”, declarou ao vivo.

Carta aberta da emissora

Diante da repercussão, o SBT publicou uma carta aberta assinada por Daniela Abravanel Beyruti, presidente da emissora. Sem citar o nome do cantor, o texto afirma que o SBT News nasce com compromisso de jornalismo confiável, plural e apartidário, seguindo princípios deixados por Silvio Santos.

Daniela destacou pesquisas do Instituto Reuters que apontam o SBT entre os veículos de maior credibilidade do país e afirmou que a presença de representantes dos Três Poderes no lançamento teve caráter institucional.

O especial de Natal com Zezé Di Camargo já está gravado, mas o cantor reiterou que prefere que o programa não vá ao ar. “Se vocês puderem fazer um favor pra mim: tirem meu especial do ar. Não quero participar disso”, afirmou.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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