
No último domingo (24), a Associação Comercial e Industrial de Araguaína (ACIARA) realizou a primeira edição da Corrida ACIARA – Passos que Constroem, como parte das comemorações pelos 50 anos da entidade. O evento reuniu 300 atletas, entre profissionais e amadores, que receberam medalhas e concorreram a prêmios oferecidos por empresas associadas, incluindo um pote de açaí da patrocinadora oficial, Momê. Ao todo, foram distribuídos R$ 3,6 mil em prêmios, além de troféus e brindes.

Na categoria geral masculina, o vencedor foi Roney Santos, conhecido como “Maranhão”, que levou R$ 700, seguido por Alequixandro Palardim, Etevaldo Sousa, Joallyson Santos e Samuel Brito.
Para Maranhão, atleta renomado na cidade, a corrida foi especial: “Corrida muito boa, maravilhosa, organizada. E parabéns pra mim. É a primeira corrida da ACIARA e fui campeão. Tinha profissional, amador. Digo para todos atletas, vamos treinar e correr que é saúde”, afirmou.

Na categoria feminina, a campeã foi Luzinete Coelho, também premiada com R$ 700, troféu e medalha. O pódio seguiu com Maria Gabriela, Marciane, Luiza e Adriele Oliveira.
O presidente da ACIARA, Fábio Lopes, ressaltou a importância do evento:
“Realizar essa primeira corrida ACIARA em comemoração aos 50 anos é histórico. Ficou muito bonito, todo mundo gostou, muito bem organizado e esperamos outras edições, valorizando o atleta e a população”, disse.


Polêmica: “Palhaçada é obrigar atleta a correr com camiseta do evento”
Logo após a corrida, a desclassificação do atleta Felipe Alencar por não usar a camiseta oficial do evento gerou grande repercussão entre os atletas locais. Felipe fez um desabafo nas redes sociais, criticando a exigência e destacando que a medida fere normas nacionais do esporte:

“Palhaçada é obrigar atleta a correr com camiseta do evento. A norma 7 da Confederação Brasileira de Atletismo garante o direito de usar a camiseta do seu patrocinador. Respeitem o atleta! Conversamos com a ACIARA, que não teve culpa, mas a empresa terceirizada insiste nessa prática errada. Isso precisa acabar.”
Foto: Redes Sociais.
Felipe citou ainda o Ila Prova 3.2.6 da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt):
“Em nenhuma circunstância os atletas poderão ser impedidos de mostrar as marcas de seus patrocinadores pessoais estampadas em seus uniformes durante a competição e nas cerimônias de premiação, ou ser forçados a usar calçados ou vestuário de marcas diferentes das de seu próprio patrocinador. O não cumprimento resultará na rejeição do pedido do Permit CBAt Ouro e Prata no futuro.”
Por outro lado, o regulamento da corrida local previa:
“É obrigatório o uso da camisa oficial do evento. O inscrito não poderá alegar impossibilidade de correr no evento sem camisa, caso não tenha camiseta que lhe sirva, ficando de sua responsabilidade alterar o tamanho, sem danificar a estrutura original da camisa. Se o inscrito não estiver caracterizado com os itens oficiais da corrida, será desclassificado.”
A divergência entre a norma nacional e o regulamento local levantou críticas sobre a organização de corridas em Araguaína, com Felipe afirmando que não pretende recuar até que a situação seja corrigida.
A Associação Comercial e Industrial de Araguaína, a ACIARA, esclareceu que todas as regras previstas no regulamento da Corrida ACIARA – Passos que Constroem foram seguidas pela empresa organizadora do evento. Segundo a entidade, para efetivar a inscrição, cada participante precisou concordar com o regulamento, estando ciente das exigências para a classificação. A organização destacou ainda que a prova é independente, o que permite a definição de regras próprias, diferentemente de uma competição oficial, federada, que segue as normas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT).
Por: Warley Costa | Portal Imediato





