Araguaína mantém número de casos de leishmaniose e reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce

Cidade registrou 13 casos das doenças entre janeiro e setembro; Prefeitura intensifica ações com encoleiramento de cães e campanhas educativas em bairros e escolas.
Fotos: Marcos 

Entre janeiro e setembro deste ano, Araguaína registrou oito casos de leishmaniose visceral (LV) e cinco de leishmaniose tegumentar (LT) em humanos — número igual ao do mesmo período de 2024. A Prefeitura, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), alerta que o controle depende da colaboração de toda a comunidade e reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

Sem vacina disponível, a principal forma de evitar as doenças é controlar o mosquito-palha, transmissor das leishmanioses, e adotar medidas de proteção individual e ambiental.

“O controle depende de todos nós: moradores, agentes comunitários de saúde, agentes de endemias e veterinários. Manter quintais limpos, usar coleiras repelentes em cães e comunicar suspeitas ao CCZ são atitudes simples que salvam vidas”, destacou a médica veterinária Ketren Carvalho, responsável pelo Programa Municipal de Vigilância e Controle das Leishmanioses.

Casos concentrados em bairros da região sul e central

Os casos de leishmaniose visceral foram registrados nos bairros Araguaína Sul, Lago Azul, Senador, Setor Brasil, Setor Universitário, Maracanã e Tiúba. Já a leishmaniose tegumentar teve registros no Bairro de Fátima, Setor Rodoviário, Tiúba, São Miguel e Vila Couto.

Não houve mortes neste período. A faixa etária com maior número de casos de LV foi entre 30 e 39 anos, enquanto a LT atingiu principalmente pessoas acima de 60 anos.

Ações da Prefeitura

A rede de combate à doença mobiliza agentes comunitários e de endemias, com foco em educação e fiscalização do cumprimento da Lei Municipal nº 2.908/2014, que proíbe a criação de galinhas, porcos e outras aves na zona urbana.

Entre as principais ações estão:

  • Encoleiramento de cães com coleiras repelentes em 35 bairros prioritários, com substituição a cada seis meses;
  • Diagnóstico e tratamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para pessoas com sintomas;
  • Palestras e teatro de fantoches em escolas e comunidades;
  • Exames em cães e recolhimento dos que testam positivo para leishmaniose canina, caso os tutores não optem pelo tratamento.

Entenda as doenças

A leishmaniose visceral (LV) é uma doença grave, transmitida pela picada do mosquito-palha. O cão é o principal reservatório do parasita. Entre os sintomas em humanos estão febre prolongada, perda de peso, fraqueza e aumento do fígado e baço. Nos cães, os sinais incluem queda de pelos, feridas na pele, crescimento anormal das unhas e emagrecimento.

Já a leishmaniose tegumentar (LT) provoca úlceras na pele e nas mucosas, principalmente no nariz, boca e garganta. As lesões são indolores e podem ser únicas ou múltiplas.

Bairros com encoleiramento de cães

As ações de controle estão sendo realizadas nos seguintes bairros: Parque Bom Viver, Jardim Boa Vista, Costa Esmeralda, Maracanã, Universitário, Araguaína Sul, Tiúba, Vila Goiás, Alto Bonito, Vila Patrocínio, Vila Aliança, entre outros. No total, 35 bairros recebem visitas periódicas das equipes do CCZ.

Com o cenário estável, a Prefeitura de Araguaína reforça que o combate à leishmaniose é contínuo e depende do engajamento de todos — moradores, agentes de saúde e tutores de animais — para manter a cidade livre do mosquito e proteger vidas.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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