
Um ataque dentro do SESI de Araguaína terminou com um adolescente de 14 anos ferido por 12 facadas na tarde desta quinta-feira (9). O autor, um colega de 16 anos, levou um canivete na mochila, segundo a Polícia Militar. O jovem confessou o crime e disse ter reagido a provocações — versão negada pela família da vítima.
O caso aconteceu na biblioteca da escola, no Setor Brasil. Testemunhas contaram que os dois discutiram momentos antes da agressão. O agressor sacou o canivete e golpeou o colega na cabeça, pescoço, costas e braços.
A vítima foi levada por funcionários à UPA de Araguaína, medicada e depois transferida para o Hospital Regional de Araguaína (HRA), onde segue internada em observação e com o estado de saúde estável. O agressor também se feriu na mão e foi apreendido pela Polícia Militar.
Segundo familiares, o adolescente foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por funcionários da escola logo após o ataque. Eles teriam acionado o SAMU, mas, diante da demora no atendimento, decidiram transportar o estudante por conta própria.
Família contesta versão de bullying
O pai da vítima afirmou que o filho sequer conhecia o agressor.
“Meu filho contou que apenas cumprimentou o outro aluno com um ‘e aí, mano’, e foi surpreendido com a resposta agressiva e o ataque logo em seguida”, relatou à reportagem.
Familiares também disseram que o adolescente não tinha histórico de conflitos dentro da escola e pedem esclarecimentos sobre como o agressor conseguiu entrar com o canivete na unidade.
Escola suspende aulas e promete medidas
A direção do SESI informou, em nota, que “adotou todas as medidas necessárias”, está em contato com as famílias envolvidas e suspendeu as aulas nesta sexta-feira (10).
Uma reunião com pais e responsáveis está marcada para segunda-feira (13), quando a instituição deve apresentar novas medidas de segurança e estratégias de acompanhamento pedagógico dos alunos.
A escola e o Sistema FIETO foram procurados pelo Portal Imediato, mas não responderam até a publicação.
Repercussão nas redes sociais
O caso teve ampla repercussão nas redes sociais, gerando indignação e cobranças por mais segurança nas escolas particulares da cidade. Pais, avós e ex-alunos comentaram postagens de portais e páginas de notícias lamentando o episódio e relatando medo.
Uma internauta desabafou:
“As crianças precisam ser ouvidas! Criança precisa ter voz! Compreensão, amor, cuidado! A terapia salva vidas. Sinto muito pelo ocorrido! Que as coisas se restabeleçam. Violência não define ninguém e não podemos propagar violência em nenhuma esfera!”
Já uma avó de aluno defendeu a instituição:
“Essa escola tem detector de metais. É excelente! Meu neto estuda nela! Sou amiga da diretora, que tem uma excelente administração!”
Por outro lado, houve críticas à gestão. Um pai relatou:
“Tirei meu filho recentemente do SESI. Houve uma briga envolvendo vários alunos e a direção é totalmente omissa. Fomos lá pra conversar e sempre fomos atendidos só pelas monitoras, a diretora ninguém consegue falar com ela. Me surpreendi quando falei que ia tirar meu filho de lá — elas nem perguntaram o motivo. Nossa experiência foi decepcionante.”
Preocupação com a segurança escolar
O ataque reacendeu o debate sobre violência em ambiente escolar, agora atingindo também a rede particular de ensino. Especialistas destacam que nenhuma escola está imune e que políticas públicas e privadas precisam agir juntas na prevenção e no acompanhamento psicológico de alunos.
A família do adolescente de 14 anos que foi esfaqueado dentro da Escola SESI, em Araguaína, voltou a se manifestar no fim da noite desta quinta-feira (09). Em vídeo enviado à portais de noticias da cidade, o primo da vítima, Heithor Rocha (19 anos), negou que o estudante tenha praticado bullying, como foi apontado pelo agressor em depoimento à polícia.
Heithor afirmou que o primo não tinha qualquer envolvimento com o agressor e reforçou que a família está abalada com as informações divulgadas. “Meu primo não fazia bullying, não provocava ninguém. Ele foi atacado do nada, sem motivo”, declarou afirmando que informações repassadas por servidores da escola, o estudante agressor é novo na unidade onde teria começado a estudar neste semestre. Durante o relato, Heitor também criticou a ausência de posicionamento da Escola sobre o caso diante das acusações de bullying declaradas pelo agressor. “Ninguém da escola apareceu aqui para dar apoio ou trazer informações. A família está sem respostas e quer entender o que realmente aconteceu”, disse.
A Polícia Civil segue investigando o caso e deve ouvir novas testemunhas nos próximos dias para esclarecer completamente o que motivou o ataque.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





