
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (21) a operação Rota Khalifa, com foco em desarticular uma organização criminosa investigada por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo, segundo as investigações, teria movimentado aproximadamente R$ 1,6 bilhão nos últimos anos.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além de ordens de bloqueio de valores e sequestro de bens, expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Araguaína (TO). As ações ocorreram em cinco cidades: São Félix (PA), Goiânia (GO), Aparecida de Goiânia (GO), Santo Antônio de Goiás (GO) e Brejo de Madre de Deus (PE).
A PF informou que imóveis urbanos e propriedades rurais eram utilizados para dar aparência legal ao patrimônio do grupo criminoso. O valor dos bens apreendidos pode chegar a R$ 300 milhões.
Origem da investigação

As apurações começaram em 2020, após a apreensão de 815 quilos de cocaína em Tucumã (PA), em operação conjunta com a Polícia Militar paraense. A partir daí, descobriu-se que a organização comprava cocaína no exterior e utilizava uma rede de aeronaves para transportar a droga até bases no Pará, Tocantins e Maranhão.
O esquema tinha como principais destinos as capitais nordestinas São Luís (MA), Teresina (PI) e Fortaleza (CE). A PF não descarta ainda a exportação para a Europa.
Desdobramento da Rota Caipira
A Rota Khalifa é uma continuação da operação Rota Caipira, deflagrada em abril de 2023. Na ocasião, foram expedidos 195 mandados judiciais, incluindo 28 prisões preventivas, além da apreensão de 16 aeronaves e bloqueio de valores. Empresários do Tocantins também figuravam entre os investigados.
O nome da atual operação remete ao Burj Khalifa, em Dubai, local onde um dos principais suspeitos chegou a ser preso.
Por: Redação | Portal Imediato.





