
O pôr do sol da Via Lago teve uma companhia especial no último sábado, 6 de setembro: o Desfile Cívico de Independência do Brasil, promovido pela Prefeitura de Araguaína. O evento reuniu cerca de 1 mil participantes divididos em 15 pelotões, entre escolas municipais, estaduais e privadas, universidades, forças de segurança, entidades civis e motoclubes.
Um dos destaques foi a participação de mais de 590 alunos de 37 escolas municipais, que levaram a mensagem “Ler é Libertar: A independência começa com a leitura”. Durante o desfile, estudantes exibiram cartazes, livros e produções próprias do programa Aluno Autor, além de alertarem para o impacto do uso excessivo de telas no hábito da leitura. Personagens literários ganharam vida nos trajes criativos das crianças, emocionando o público.
O estudante Samuel Ferreira Lima, de 10 anos, fantasiado de príncipe dos contos de fadas, resumiu o sentimento da garotada:
“A leitura faz parte dos estudos e o estudo leva ao meu futuro. Quero ser médico e o único caminho é ler muito e estudar.”
Cultura, educação e civismo
Para muitos alunos, o momento foi marcante. A pequena Laura Tocachi Alves, de 11 anos, participou pela primeira vez e não escondeu a emoção:
“Eu me senti ansiosa, mas de uma forma boa. É importante estar aqui, precisamos valorizar nossa independência. Quero participar outras vezes.”
A secretária municipal de Educação, Marzonete Duarte, destacou o valor pedagógico do evento:
“O civismo foi trabalhado ao longo da semana em todas as escolas e creches, com apresentações culturais que culminaram neste grande desfile. Unimos a leitura ao patriotismo, pilares fundamentais para o desenvolvimento intelectual e social das nossas crianças.”
Mais que desfile
As fanfarras deram ritmo à celebração e arrancaram aplausos do público e do palanque de autoridades, que contou com a presença do prefeito Wagner Rodrigues.
Entre os pelotões, a Universidade de Identidades, Adultez e Longevidade (Uniial/UFNT) levou mais de 60 alunos da melhor idade, que desfilaram com entusiasmo. A estudante Maria Luiza Dias Lima, de 62 anos, viveu a experiência pela primeira vez ao lado da neta:
“O sentimento é de alegria. Eu existo, faço parte da sociedade e ainda tenho muito a conquistar. Sou uma velha verde, ainda vou amadurecer.”
O desfile também contou com a participação da Universidade da Maturidade (UMA/UFT), Colégio Santa Cruz, Ordem Demolay, Ordem Raios de Esperança, Ação Paramaçônica Juvenil, campanhas de conscientização como o Setembro Amarelo, motoclubes e forças de segurança — incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, ASTT e Guarda Municipal.
Com a união de gerações, cultura, civismo e educação, Araguaína reafirmou no 7 de Setembro que independência também é sinônimo de conhecimento.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





