Facção criminosa desarticulada em Miracema: condenações chegam a mais de 20 anos de prisão

Operação Miracity resultou na prisão de 15 suspeitos; julgamento confirmou participação de quatro deles

Após uma investigação detalhada conduzida pela 68ª Delegacia da Polícia Civil de Miracema do Tocantins, quatro integrantes de uma facção criminosa foram condenados pelo Poder Judiciário a penas que, somadas, ultrapassam 20 anos de prisão. O julgamento ocorreu no Fórum da Comarca de Miracema na última segunda-feira (17), confirmando os crimes de organização criminosa armada e estupro.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Clecyws Antônio de Castro Alves, os condenados J.E.C.S.J. (conhecido como Graxinha), E.B.O. (Pitbull), S.A.O. (Tavinho) e M.A.B.M. faziam parte de uma organização criminosa com atuação em diversas regiões do país, incluindo o Tocantins. O grupo se reunia para cometer crimes como homicídios, tráfico de drogas, porte ilegal de armas, violência doméstica e, em um dos casos, estupro. A quadrilha também ameaçava moradores do Jardim Aeroporto, impondo um clima de terror na cidade.

Foto: Divulgação Web

Investigações e desdobramentos

Durante os anos de 2022 e 2023, a facção criminosa intensificou sua atuação em Miracema, praticando crimes violentos e eliminando rivais. As investigações revelaram que o grupo operava de forma estruturada, com cada integrante exercendo funções específicas dentro da organização.

O aprofundamento das investigações permitiu à Polícia Civil reunir provas que ligavam os suspeitos aos crimes. Com isso, em 19 de janeiro de 2024, foi deflagrada a Operação Miracity, que resultou na prisão de 15 integrantes da facção, incluindo os quatro agora condenados.

J.E.C.S. e E.B.O. já estavam detidos por tentativa de homicídio e receberam novas condenações dentro da Unidade Penal de Miracema. Já S.A.O. e M.A.B.M., que estavam em liberdade, foram capturados durante a operação. No julgamento, S.A.O. foi condenado também por estupro, enquanto M.A.B.M. recebeu pena por violência doméstica e porte ilegal de arma de fogo.

Condenações e impacto na segurança

Com base na denúncia apresentada pelo Ministério Público, o tribunal determinou as seguintes penas:

  • J.E.C.S. e E.B.O.: 4 anos e 6 meses de prisão cada;
  • S.A.O.: 5 anos e 4 meses de reclusão;
  • M.A.B.M.: 6 anos e 3 meses de prisão.

O delegado Clecyws Antônio, que atuou no inquérito e testemunhou no julgamento, destacou que as condenações representam um avanço no combate ao crime organizado. “Essas penas são um reflexo do trabalho investigativo minucioso da Polícia Civil do Tocantins e trazem mais segurança para a população de Miracema”, ressaltou.

A Polícia Civil continua monitorando a atuação da facção na região para evitar a reorganização do grupo e prevenir novos crimes.

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