
Na última sexta-feira (1º), uma centena de jurados sorteados para a segunda temporada do Tribunal do Júri da Comarca de Palmas participou de uma reunião preparatória na sala do Tribunal do Júri da capital. A atividade, conduzida pelo juiz Cledson José Dias Nunes, titular da 1ª Vara Criminal e presidente do Tribunal do Júri, contou também com a presença das juízas Flávia Afini Bovo, diretora do Foro, e Gisele Pereira de Assunção Veronezi, da 1ª Escrivania Criminal de Arapoema, que presidirá parte dos julgamentos. Nesta temporada, estão pautados 37 processos, com sessões previstas entre 4 de agosto e 15 de dezembro.
O encontro teve caráter educativo e durou toda a tarde. O juiz Cledson explicou que a maioria dos jurados nunca participou de um julgamento e não possui conhecimento jurídico prévio. Por isso, o treinamento abordou conceitos básicos do procedimento do Tribunal do Júri, a função do jurado, seus direitos e deveres. Ele detalhou desde a seleção dos jurados até a inquirição de testemunhas, ressaltando a importância de garantir que os participantes compreendam suas responsabilidades para atuar com segurança.
A juíza Gisele Veronezi, participando pela primeira vez, destacou o caráter esclarecedor da reunião, que visa tranquilizar os jurados e fortalecer seu entendimento sobre o processo. “Tenho certeza de que saíram com uma sensação de empoderamento, sabendo o que esperar durante essa longa temporada de julgamentos”, afirmou. Já a juíza diretora do Foro, Flávia Afini Bovo, destacou o papel fundamental dos jurados para a Justiça e para a sociedade, ressaltando a importância do preparo técnico e estrutural para o bom andamento das sessões.

Durante a reunião, jurados puderam esclarecer dúvidas e compartilhar suas expectativas. Um vendedor de 43 anos disse ter sentido apreensão inicial, principalmente sobre questões de segurança, sigilo do voto e incomunicabilidade, mas que se sentiu mais seguro após o treinamento. Ele ressaltou o compromisso com o dever cívico-democrático e afirmou que é uma honra representar a sociedade nessa função.
Por sua vez, uma artista plástica de 31 anos relatou preocupação inicial com a convocação, mas avaliou a experiência como uma oportunidade importante para contribuir com a Justiça e conhecer mais sobre a natureza humana. Ela afirmou sentir-se privilegiada por participar.
Por: Lénedy Wander | Portal Imediato





