
O novo salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621, entrou em vigor nesta quinta-feira, 1º de janeiro. O reajuste é de 6,79%, o equivalente a R$ 103, em relação ao valor anterior, que era de R$ 1.518. A confirmação foi feita pelo Ministério do Planejamento e Orçamento no dia 10 de dezembro.
Apesar de já estar valendo desde janeiro, o novo valor será percebido no bolso apenas no pagamento de fevereiro, já que os salários são pagos no mês seguinte ao trabalhado. O mesmo critério vale para aposentadorias, pensões e benefícios sociais vinculados ao piso nacional.
O reajuste leva em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, que foi de 4,18%, além do crescimento da economia. Em novembro, o INPC teve variação de 0,03%.
De acordo com estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o novo salário mínimo deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia, impulsionando consumo, renda e arrecadação, mesmo em um cenário de maior controle fiscal.
Regra do reajuste
A política de valorização do salário mínimo prevê duas correções:
- a inflação medida pelo INPC
- o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores
O IBGE revisou, em 4 de dezembro, os dados do PIB de 2024, confirmando crescimento de 3,4%. No entanto, o arcabouço fiscal limita o ganho real acima da inflação entre 0,6% e 2,5%.
Com a aplicação dessa regra e o arredondamento previsto em lei, o salário mínimo de 2026 foi definido em R$ 1.621.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





