Bolsonaro fala em “paranoia” após mexer na tornozeleira, mas juíza mantém prisão preventiva

Audiência de custódia confirma regularidade da ação policial; STF analisa prisão nesta segunda (24).
Imediato News / Foto: Fabio Rodrigues.

Jair Bolsonaro tentou explicar, mas a versão não mudou o rumo do processo. Na audiência de custódia realizada neste domingo (23), o ex-presidente disse que mexeu na tornozeleira eletrônica por causa de uma “paranoia” gerada pela mistura de medicamentos. Ele afirmou que vinha tomando Pregabalina e Sertralina, receitados por médicos diferentes, e que a interação teria afetado sua lucidez. A juíza auxiliar Luciana Yuki Fugishita Sorrentino manteve a prisão preventiva e validou o cumprimento do mandado, afirmando que não houve qualquer irregularidade na atuação dos policiais.

Bolsonaro disse que “caiu na razão”

No depoimento, Bolsonaro afirmou que mexeu na tornozeleira por volta da meia-noite com o auxílio de uma solda. Ele disse que parou depois que “caiu na razão” e comunicou os agentes da custódia. O ex-presidente insistiu que não tinha intenção de fugir e que a cinta do equipamento não chegou a ser rompida.

Ele contou ainda que estava em casa com a filha, o irmão mais velho e um assessor, todos dormindo, e que ninguém testemunhou a cena.

Vigília convocada por Flávio Bolsonaro

Ao ser questionado sobre a vigília organizada por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-presidente disse que o ato estava a cerca de 700 metros de sua casa e que não havia chance de gerar tumulto ou facilitar qualquer fuga.

O prazo para a defesa de Bolsonaro se manifestar sobre a possível violação da tornozeleira termina neste domingo às 16h30. Nesta segunda-feira (24), o STF deve analisar a manutenção da prisão preventiva em sessão extraordinária da Primeira Turma convocada pelo ministro Flávio Dino.

Prisão preventiva mantida

Bolsonaro foi preso preventivamente pela Polícia Federal neste sábado, após determinação do ministro Alexandre de Moraes. O magistrado apontou risco de fuga diante da tentativa de violação da tornozeleira e da vigília organizada próximo à residência onde o ex-presidente cumpria prisão domiciliar.

Na sexta-feira (21), véspera da prisão, Bolsonaro usou uma ferramenta de solda para tentar abrir o equipamento, o que acionou um alerta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal. A defesa tentou reverter a situação pedindo prisão domiciliar humanitária, mas o STF rejeitou.

Condenação e etapa final do processo

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista. A Primeira Turma do STF rejeitou, na semana passada, os embargos de declaração apresentados por ele e outros seis réus.

Termina neste domingo o prazo para os últimos recursos. Se forem rejeitados, as prisões serão executadas e o ex-presidente poderá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado nos próximos dias.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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