Vai a júri popular mulher acusada de matar jovem por ciúmes e esfaquear ex-companheiro em Araguaína

Crime brutal ocorrido em janeiro de 2024 deixou uma mulher morta e um homem ferido; caso gerou grande comoção na cidade.
Imediato News / Foto: Reprodução/ Redes sociais

Nesta terça-feira, 28 de outubro, será realizado o júri popular de Kelly Diniz da Silva, acusada de matar Geovanna Victoria Moreira da Silva e esfaquear seu ex-companheiro, Romário Pereira da Silva, em um crime movido por ciúmes que chocou Araguaína no início de 2024.

O caso aconteceu no setor Maracanã, em um domingo, 21 de janeiro de 2024. De acordo com a Polícia Militar (PM), Kelly, então com 28 anos, confessou o crime e foi presa ainda no local.

O crime

Quando a PM chegou à residência, Kelly estava sentada na calçada, chorando e impedindo que pessoas se aproximassem das vítimas. Segundo o boletim de ocorrência, ela admitiu ter atacado o ex-marido e a jovem, que estaria na casa dele.

Ela contou aos policiais que era casada com Romário Pereira da Silva, de 29 anos, e que, dias antes, havia deixado o relacionamento, mas continuava se comunicando com o ex e estava hospedada na casa da avó dele para cuidar de um parente.

No dia do crime, Kelly teria enviado mensagens ao ex pedindo para buscar alguns pertences na casa onde moravam. Como ele não respondeu, ela foi até o local e encontrou Geovanna Victoria, de 24 anos, tomando banho. A cena gerou uma briga imediata.

Ainda conforme o boletim, Romário tentou contê-la, mas Kelly pegou uma faca e o feriu no ombro. Em seguida, avançou contra Geovanna, que tentou correr para a área externa da casa, mas foi alcançada e atacada com vários golpes.

As vítimas ainda conseguiram correr até a calçada, onde caíram feridas. O Samu foi acionado e constatou a morte de Geovanna no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína. Romário foi socorrido ao Hospital Regional, em estado grave.

Depoimentos e confissão

Na delegacia, Kelly Diniz alegou inicialmente legítima defesa, mas mudou a versão logo depois, admitindo que Geovanna não a agrediu, apenas teria jogado água nela antes do ataque. Policiais que atenderam a ocorrência afirmaram que Kelly declarou que “só iria embora quando tivesse certeza de que a vítima estava morta”, conforme relato da Polícia Civil.

A suspeita foi autuada em flagrante e levada à Unidade Prisional Feminina de Araguaína, onde aguarda o julgamento.

Cena do crime

Durante a perícia, a PM encontrou marcas de sangue por toda a casa e também na área dos fundos. A faca usada no crime havia sido descartada em uma mata próxima, mas foi recuperada pelos policiais e encaminhada para análise.

O caso ganhou enorme repercussão nas redes sociais, com manifestações de indignação e pedidos de justiça. Amigos e familiares de Geovanna lembram que a jovem deixou duas filhas pequenas, e a tragédia abalou profundamente a comunidade araguainense.

Kelly Diniz será julgada por homicídio qualificado e tentativa de homicídio, e o júri popular acontece no Fórum de Araguaína, sob forte expectativa da população.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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