Argentina decide deixar a Organização Mundial da Saúde

Governo de Javier Milei anuncia saída da OMS em defesa da soberania nacional; medida segue exemplo de Donald Trump.
Portal Imediato News

O governo da Argentina anunciou nesta quarta-feira (5) sua decisão de deixar a Organização Mundial da Saúde (OMS), agência das Nações Unidas responsável por coordenar esforços globais em saúde pública. A informação foi confirmada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, durante coletiva de imprensa.

“Não permitiremos que uma organização internacional interfira em nossa soberania, especialmente em questões relacionadas à saúde”, afirmou Adorni, justificando a medida como uma defesa da autonomia do país.

A decisão coloca a Argentina no mesmo caminho trilhado pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que retirou o país da OMS em 2020, criticando a gestão da organização durante a pandemia de Covid-19. Na época, Trump acusou a OMS de má administração e de favorecimento à China.

A saída da Argentina da OMS ocorre em um momento de crescente questionamento sobre o papel de organizações multilaterais na regulação de políticas de saúde global. Fundada em 1948, a OMS é responsável por coordenar respostas a crises sanitárias, promover pesquisas e estabelecer diretrizes para a prevenção e tratamento de doenças.

Especialistas em saúde pública já expressaram preocupação com o impacto da decisão, principalmente no que diz respeito ao acesso a programas globais de combate a doenças e à cooperação técnica com outros países. Ainda não há detalhes sobre como o governo argentino planeja substituir a atuação da OMS ou se buscará parcerias alternativas para manter iniciativas de saúde em andamento.

A medida reforça a postura do presidente Javier Milei, conhecido por suas críticas a organizações internacionais e por defender uma agenda de soberania nacional. Desde sua posse, Milei tem adotado políticas controversas, e a saída da OMS é mais um capítulo nessa estratégia.

A decisão deve gerar debates tanto no cenário interno quanto no internacional, onde a Argentina é vista como um ator importante na América Latina. O futuro da cooperação em saúde no país e os possíveis efeitos dessa mudança ainda são incógnitas.

Por: Warley Costa / Portal Imediato.

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