
A decisão do governo dos Estados Unidos de impor novas tarifas a produtos importados gerou preocupação no mercado internacional e pode ter reflexos na economia brasileira. A medida, anunciada nesta segunda-feira (2), tem como objetivo proteger a indústria americana da concorrência asiática e reduzir o déficit comercial do país, que ultrapassa US$ 1 trilhão ao ano.
Segundo analistas, a taxação pode provocar um efeito cascata, desestabilizando o comércio global. “É o maior choque tarifário desde os anos 1930, com impactos diretos na produção e nos investimentos”, alerta Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.
As novas tarifas variam conforme a região: 10% para a América Latina, 20% para a Europa e 30% para a Ásia. O Brasil ficou na faixa mais baixa, mas a Confederação Nacional da Indústria (CNI) teme que o impacto vá além das taxas, afetando a relação comercial com os EUA, principal destino das exportações industriais brasileiras.
Um dos setores que podem ser mais afetados é o da aviação. A Embraer, por exemplo, pode enfrentar dificuldades devido ao novo cenário econômico. Por outro lado, especialistas avaliam que o Brasil pode se beneficiar da reconfiguração do mercado global, conquistando espaço em exportações para países que agora enfrentam barreiras nos EUA.
O governo brasileiro promete buscar soluções diplomáticas e recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para tentar minimizar os impactos da medida. Enquanto isso, empresas e investidores acompanham de perto os desdobramentos da guerra comercial que pode redefinir o cenário econômico mundial.
Por Warley Costa | Portal Imediato