Dorinha defende retorno de Eduardo Siqueira ao cargo de prefeito de Palmas: “Mandato foi dado pelo voto popular”

Senadora afirma confiança na Justiça e destaca parceria com o gestor afastado; prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União Brasil), também manifestou apoio e questionou decisão do STF.
Imediato News

A senadora e presidente estadual do União Brasil, Dorinha Seabra, reafirmou nesta terça-feira (8) seu apoio ao prefeito afastado de Palmas, Eduardo Siqueira Campos (Podemos). A parlamentar disse acreditar no retorno do gestor ao cargo e ressaltou que ele foi eleito democraticamente pela população da Capital.

“Quem foi eleito para governar Palmas foi Eduardo Siqueira Campos e a ele cabe a sua competência e dedicação para cuidar da nossa cidade e cumprir todos os compromissos. Lamento profundamente o seu afastamento e sigo acreditando na Justiça e nas instituições para que tudo seja esclarecido. Tenho convicção de que ele retomará o mandato que lhe foi dado pelo voto popular”, declarou Dorinha.

Internado no Hospital Geral de Palmas (HGP) após sofrer um infarto, Eduardo conseguiu nesta terça-feira o direito à prisão domiciliar. No entanto, o relator da Operação Sisamnes no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cristiano Zanin, optou por manter o afastamento dele das funções públicas enquanto prosseguem as investigações.

Dorinha também destacou que sua relação com o prefeito sempre foi pautada pelo respeito mútuo e por ações conjuntas em prol de Palmas. “O meu compromisso e a minha parceria já estavam demonstrados há muito tempo e, ao mesmo tempo, o respeito do prefeito com o meu mandato e o meu com o mandato dele”, disse. Ela ainda repudiou especulações políticas: “Lido com a política limpa, com a democracia e, acima de tudo, com respeito às instituições. Por isso, apoio e creio que Eduardo Siqueira Campos retomará o seu mandato, que o povo escolheu e lhe deu.”

Outro nome que saiu em defesa de Eduardo foi o prefeito de Araguaína, Wagner Rodrigues (União Brasil), que publicou uma nota nas redes sociais no dia 27 de junho. Ele classificou a decisão do STF como “extrema” e disse que o afastamento atinge a vontade expressa nas urnas.

“A determinação de prisão do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, é uma medida extrema e que atinge a vontade popular mais sagrada expressa nas urnas em 2024. No meu entendimento, este tipo de iniciativa ainda no âmbito da investigação só deveria ser tomada em casos excepcionais e de risco à sociedade”, afirmou.

Wagner também destacou que Eduardo sempre teve postura de colaboração com as autoridades e defendeu que o trabalho iniciado na gestão não seja interrompido. “Espero que a Justiça dê todos os espaços e mecanismos legais para que o prefeito possa se defender e provar sua inocência”, concluiu.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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