Araguaína capacita profissionais de saúde para reforçar diagnóstico e prevenção das leishmanioses

Treinamento reuniu 150 médicos e enfermeiros e destacou mudança no perfil dos pacientes e importância de manter ações preventivas.
Fotos: Marcos Filho Sandes/SECOM

Cento e cinquenta médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Araguaína participaram, nesta terça-feira (12), de uma capacitação voltada ao diagnóstico, tratamento e prevenção das leishmanioses. O encontro abordou desde os aspectos clínicos e epidemiológicos até estratégias de controle da doença.

O treinamento contou com especialistas do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), do Hospital de Doenças Tropicais da UFNT e da Secretaria Estadual de Saúde. Foram discutidas mudanças no cenário local, como destacou a coordenadora do Programa de Controle das Leishmanioses no município, Ketren Carvalho:

“Antes, a doença atingia principalmente crianças e idosos. Hoje, vemos mais casos em homens jovens, muitos deles com coinfecção por HIV.”

Redução de casos, mas atenção mantida
Araguaína registrou nove casos de leishmaniose visceral em humanos em 2024 e, até agosto de 2025, apenas cinco. Apesar da queda, o município mantém ações permanentes, como visitas de agentes de endemias e comunitários, exames em cães, uso de coleiras repelentes em bairros prioritários e campanhas educativas em escolas e comunidades.

Doença grave e sem vacina para humanos
Transmitida pelo mosquito-palha, a leishmaniose visceral pode ser fatal. Em humanos, provoca febre prolongada, fraqueza, perda de peso e aumento do baço e fígado. Em cães, causa queda de pelos, feridas, unhas crescidas e emagrecimento. A prevenção inclui manter quintais limpos, usar repelentes e evitar exposição ao ar livre no entardecer e à noite.

Por: Warley Costa | Portal Imediato

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