Tocantins reforça alerta para dengue e pede atenção redobrada da população

Mesmo com queda nos casos em 2025, estado lembra que 30% dos municípios brasileiros seguem em alerta e que o combate ao Aedes aegypti começa dentro de casa.

O penúltimo sábado de novembro marcou o Dia Nacional de Combate à Dengue, criado para dar aquele choque de realidade na população: o Aedes aegypti não dá trégua, e o enfrentamento precisa ser diário. No Tocantins, a Secretaria de Estado da Saúde pediu que cada morador faça sua parte e elimine qualquer criadouro dentro de casa e nos arredores.

O secretário estadual de Saúde, Vânio Rodrigues, fez um apelo direto à população. Ele lembrou que o mosquito segue circulando no estado e que qualquer descuido vira brecha para a proliferação. Pneus, garrafas, vasos, calhas, caixas-d’água abertas, tudo isso vira berçário do Aedes e exige vigilância constante.

A gerente de Vigilância das Arboviroses, Christiane Bueno, destacou que a data existe para unir forças entre profissionais da saúde, sociedade civil e órgãos públicos. A cobrança é simples e urgente: eliminar focos e reduzir o impacto das arboviroses no Tocantins. Com as chuvas chegando, o risco aumenta, e o mosquito se reproduz com facilidade em água limpa e parada.

A jornalista Raquel Oliveira, que já enfrentou a dengue, contou que ficou surpresa com a intensidade dos sintomas. As dores no corpo eram incapacitantes e deixaram claro a importância de atitudes simples, como revisar o quintal e recolher recipientes jogados na rua ou em terrenos baldios.

Prevenção: rotina que não pode parar

As orientações permanecem as mesmas: limpar calhas, virar garrafas para baixo, colocar areia nos pratinhos das plantas, tampar tonéis e caixas-d’água, guardar pneus e lonas em locais cobertos e descartar corretamente qualquer objeto que acumule água. Em períodos de maior transmissão, roupas compridas e repelentes ajudam. Mosquiteiros são aliados de bebês, idosos e quem dorme durante o dia.

Christiane reforça que 10 minutos por semana já fazem diferença. Lixo descartado no lugar certo e atenção aos espaços públicos ajudam a quebrar o ciclo de reprodução do Aedes. A prevenção, segundo ela, precisa ser uma rotina coletiva.

Ao primeiro sinal de febre, dor no corpo, incômodo atrás dos olhos, náusea ou manchas na pele, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde. Automedicação pode agravar o quadro.

Mobilização segue firme

No dia 8 de novembro, o Governo do Tocantins participou do Dia D de Mobilização Nacional contra a Dengue, com mutirões, visitas e ações educativas em várias cidades. Segundo a SES, o trabalho continua diariamente.

Dados atualizados

O SINAN registrou queda nos casos de dengue em 2025. Foram 3.111 confirmações em 139 municípios, uma redução de 26,1% em relação aos 4.207 casos do ano passado. Dois óbitos foram confirmados, em Araguaína e Cachoeirinha, e outros dois seguem em investigação.

A chikungunya também apresentou redução: 542 casos em 2025, contra 754 em 2024, queda de 28,1%. Já a zika teve aumento de 54,2%, somando 74 registros neste ano.

Mesmo com a melhora, o alerta continua. O 3º LIRAa mostra que 30% das cidades brasileiras estão em situação de atenção para a dengue. Ou seja, o risco permanece e o combate precisa continuar dentro e fora de casa.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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