
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Tocantins (Sisepe-TO), Elizeu Oliveira, manifestou nesta última sexta-feira, 5 de setembro, preocupação com os impactos da decisão do Banco Central do Brasil (BCB) que vetou a aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). A negativa ocorreu devido às fragilidades financeiras do Master, instituição marcada por problemas de liquidez e carteira de crédito considerada de alto risco.
Para Elizeu, o episódio serve como sinal de alerta para o Estado, que mantém uma parceria estratégica com o BRB desde julho, quando o banco assumiu o controle da folha de pagamento dos mais de 60 mil servidores ativos, aposentados e pensionistas, além de financiar grandes obras e antecipar passivos a funcionários públicos.
“Nós ficamos reféns de um banco regional, que só agora está montando agências no interior do Estado. O sindicato não quer atrapalhar o desenvolvimento do Tocantins, mas seria muito bom o novo governador, Laurez Moreira, e sua equipe avaliarem minuciosamente o contrato para evitar qualquer prejuízo aos servidores”, afirmou.
Troca de gestão aumenta instabilidade
O contrato com o BRB foi firmado na gestão do ex-governador Wanderlei Barbosa, afastado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em decisão cautelar dentro de investigação criminal. Para o presidente do Sisepe, a mudança de comando no Executivo estadual reforça a necessidade de cautela:
“A troca de gestor já gera uma instabilidade natural. O Estado deve se precaver e garantir a normalidade da folha de pagamento, pois isso será a base da nova administração”, destacou.
Diálogo com novo governo
Segundo Elizeu Oliveira, o sindicato pretende se reunir com a equipe de Laurez Moreira na próxima semana para discutir pautas de interesse da categoria.
“Desejamos toda a sorte e sabedoria ao governador interino. O servidor é parceiro do Estado e serve como alavanca para o desenvolvimento do Tocantins”, concluiu.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





