
Representantes de instituições públicas e privadas se reuniram na manhã desta terça-feira (1º), em Palmas, para discutir estratégias de fortalecimento da vigilância contra a febre aftosa no Tocantins. O estado possui um dos maiores rebanhos do país, com cerca de 11,5 milhões de bovinos e bubalinos distribuídos em aproximadamente 60 mil propriedades rurais.
A reunião foi coordenada pela Equipe Gestora Estadual de Prevenção à Febre Aftosa, que destacou a importância de manter o status sanitário conquistado com a certificação internacional de área livre da doença sem vacinação.
Para o presidente da Adapec, Paulo Lima, a parceria entre os setores público e privado é fundamental para preservar esse avanço. “Essa certificação é resultado de um trabalho coletivo e sério. Precisamos manter o compromisso para garantir a saúde dos nossos animais e a qualidade dos nossos produtos”, afirmou.
Durante o encontro, foram debatidas as principais frentes de atuação, como a vigilância em propriedades rurais, fiscalização em frigoríficos, monitoramento em eventos pecuários, realização de estudos soroepidemiológicos e o atendimento imediato a casos suspeitos da doença.
Segundo o responsável técnico do Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa da Adapec, João Eduardo Pires, o maior desafio ainda é a notificação de casos suspeitos por parte dos produtores. “Culturalmente, há resistência em relatar sinais da doença, mas essa comunicação é essencial para proteger o rebanho e evitar a reintrodução do vírus”, destacou.
O auditor fiscal do Ministério da Agricultura no Tocantins, Welciton Assunção, reforçou que o envolvimento de todas as instituições é essencial para ampliar a conscientização e a participação dos produtores.
Estiveram presentes representantes da Adapec, Ruraltins, Seagro, Superintendência Federal da Agricultura (SFA/TO), Fundeagro, Faet, Assocarnes e Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV/TO).
Redação | Portal Imediato.





