Trânsito é liberado na nova ponte entre Estreito (MA) e Aguiarnópolis (TO) um ano após tragédia

Inauguração contou com a presença do ministro dos Transportes e dos governadores do Maranhão e do Tocantins.
Foto: Imediato News


O tráfego de veículos sobre a nova ponte que liga os municípios de Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, foi liberado no início da tarde desta segunda-feira (22). A inauguração da estrutura ocorreu exatamente um ano após o desabamento da antiga ponte, que deixou 14 mortos e três pessoas desaparecidas.

A cerimônia contou com a presença do ministro dos Transportes, Renan Filho, além dos governadores do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), e do Maranhão, Carlos Brandão (PSB). O corte simbólico da fita aconteceu por volta das 12h, no meio da ponte. Em seguida, autoridades e convidados participaram da solenidade oficial realizada em uma estrutura montada no município de Estreito.

Durante o evento, o governador do Tocantins destacou a importância da obra para a retomada do desenvolvimento regional. “A gente vê a motivação das pessoas, uma alegria com essa obra, uma felicidade em restabelecer o fluxo de caminhões, voltar os empregos e o trânsito por aqui”, afirmou Wanderlei Barbosa, em vídeo divulgado nas redes sociais.

A liberação da nova ponte marca também um momento de memória e luto. No dia 22 de dezembro de 2024, pouco antes das 15h, o vão central da antiga estrutura cedeu, derrubando veículos no Rio Tocantins. Apenas um homem sobreviveu ao acidente.

Após o desabamento, a região norte do Tocantins e o sul do Maranhão enfrentaram uma grave crise logística. A travessia passou a ser feita por balsas, enquanto caminhoneiros buscaram rotas alternativas, sobrecarregando estradas e prejudicando a infraestrutura urbana de diversas cidades.

As obras de recuperação de vias afetadas seguem sendo realizadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Segundo o governo estadual, a ponte é estratégica para o escoamento da produção agrícola e industrial, além de ser fundamental para o deslocamento diário da população entre os dois estados. A nova ponte tem 630 metros de extensão, 19 metros de largura e um vão livre de 154 metros. São duas faixas de rolamento de 3,6 metros cada, dois acostamentos com três metros cada, barreiras de proteção, além de passagem para pedestres. Para a construção, o governo federal investiu cerca de R$ 172 milhões.

Testes

No último fim de semana foram realizadas cerca de 20 horas de testes estruturais para garantir a segurança do tráfego. Foram utilizados oito caminhões do tipo betoneira carregados, pesando em média 30 toneladas cada. 

Os veículos passaram pela ponte em sequência com velocidades diferentes. Sensores foram utilizados para medir a trepidação e a resposta da estrutura.

Colapso

Construída na década de 1960, a antiga ponte chegou a passar por reparos em 2021, mas continuava apresentando problemas, até colapsar em dezembro do ano passado. No desabamento, caíram no Rio Tocantins três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões, sendo que dois deles carregavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) abriu uma sindicância para apurar as causas e responsabilidades pelo desabamento, mas a investigação ainda não foi concluída.

A polícia Federal também investiga o caso. Um laudo apresentado em julho passado aponta, entre outras causas para o colapso, a sobrecarga da ponte, a deformação do concreto, perda da capacidade de resistência e acúmulo de veículos sobre o local, além de manutenção e reformas mal executadas.

O documento destaca que foi decisão do Dnit manter “um tráfego superior ao projetado para a ponte, ao longo das últimas décadas de sua existência”.  O inquérito segue em andamento.

Em nota, o DNIT informou que colabora ativamente com todos os órgãos investigativos que estão atuando na ocorrência e que foi aberta na Corregedoria uma Investigação Preliminar Sumária para apurar as causas do colapso da ponte JK, que irão determinar os prejuízos decorrentes e quantificação de danos.  

O Departamento destacou ainda que contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo para produzir um relatório externo que apontará às causas do colapso da ponte. 

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

COMPARTILHE:

plugins premium WordPress

Mais Resultados

Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Acessar o conteúdo