Wanderlei manda barrar reajuste de 9,37% na conta de água e determina revisão imediata

Governador diz que aumento é abusivo, atinge famílias tocantinenses e ordena análise técnica e jurídica para cancelar cobrança da BRK.
Imediato News

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, determinou nesta quarta-feira (7) uma análise imediata para viabilizar o cancelamento do reajuste de 9,37% na conta de água e esgoto cobrada pela BRK Ambiental. O aumento foi autorizado durante a gestão interina, por meio da Resolução nº 13/2025, e já está em vigor.

A ordem é clara: revisar o ato e anular o reajuste. O estudo técnico e jurídico ficará sob responsabilidade da Agência Tocantinense de Regulação (ATR), que vai avaliar a legalidade da medida antes de encaminhar o processo à Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Wanderlei foi direto ao criticar o aumento. Segundo ele, a cobrança penaliza ainda mais a população.
“Determinei as medidas necessárias e vamos trabalhar para impedir esse aumento. Os tocantinenses já pagam uma das contas de água mais caras do Brasil. Esse reajuste é injusto e prejudica as famílias. Não vou permitir”, afirmou o governador.

O chefe do Executivo também chamou atenção para um ponto grave: a resolução não foi publicada no Diário Oficial do Estado, apenas no site da ATR, e mesmo assim o aumento entrou em vigor.

ATR vai revisar decisão

A ATR informou que o procedimento administrativo que autorizou o reajuste é de responsabilidade da própria agência e que a decisão será reavaliada.
“A ausência de publicação no Diário Oficial causa estranheza, ainda mais porque havia um processo em andamento com posicionamento contrário ao reajuste. Vamos cumprir a determinação do governador e adotar todas as providências para viabilizar o cancelamento”, explicou o presidente da ATR, Matheus Martins.

Reajuste atinge 46 municípios

O aumento de 9,37% foi autorizado em 5 de novembro, durante a gestão interina, e passou a valer no início de dezembro, atingindo 46 municípios atendidos pela BRK no Tocantins. A justificativa foi a aplicação do IPCA, considerando períodos entre setembro de 2023 e agosto de 2025.

Além da tarifa básica, a resolução também autorizou o aumento de mais de 100 serviços técnicos e operacionais, como ligação de água, substituição de hidrômetro e religação após corte — o que ampliou ainda mais o impacto no bolso do consumidor.

Agora, com a determinação do governador, o reajuste entrou na mira do governo. A palavra de ordem é uma só: reverter o aumento.

Por: Warley Costa | Portal Imediato.

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