
O longa brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, voltou a repercutir nas redes sociais após ser incluído em uma lista polêmica da revista britânica Far Out. A publicação classificou o filme como um dos títulos mais “enganadores” da história do cinema.
Apesar de acumular cerca de 50 prêmios internacionais e ter sido indicado ao Oscar, o filme não agradou aos críticos da revista, que atribuíram nota 6 de 10 à produção. No ranking, o longa aparece na quinta posição.
Na avaliação, a obra foi descrita como “três horas torturantes de praticamente nada acontecendo”, crítica que rapidamente viralizou neste domingo (12/4). Segundo a publicação, o principal problema estaria no próprio título, que sugeriria uma trama de espionagem no estilo da franquia 007 — algo que, segundo eles, não se concretiza na narrativa.
“O Agente Secreto enganou completamente o público com um nome que não corresponde ao conteúdo”, apontou a revista.

O diretor, no entanto, já havia abordado essa interpretação anteriormente. Durante a divulgação do filme, Kleber Mendonça Filho destacou que a proposta da obra nunca foi seguir o modelo tradicional de histórias como as de James Bond, reforçando que o título carrega significados ligados ao contexto histórico e político da trama.
Ambientado no Carnaval de Recife, em 1977, durante o período da Ditadura Militar, o filme acompanha Armando, personagem de Wagner Moura, que passa a viver sob identidade falsa para escapar da perseguição de um empresário poderoso e de assassinos contratados.






