
O Tocantins alcançou, em 2025, o reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa sem vacinação, abrindo portas para mercados mais exigentes no comércio de carne. Para manter esse status, o Governo do Estado, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), intensifica ações contínuas de vigilância sanitária no rebanho bovino.
Uma das principais estratégias é a chamada vigilância ativa, realizada em propriedades rurais de todas as regiões, além de eventos agropecuários e frigoríficos. A iniciativa acompanha, anualmente, cerca de 25% dos quase 12 milhões de bovídeos existentes no estado.
O governador Wanderlei Barbosa destacou que os investimentos em defesa agropecuária foram fundamentais para a conquista da certificação. Segundo ele, a manutenção desse status é essencial para garantir a expansão da carne tocantinense no mercado internacional e proteger a economia do setor.
Durante as ações de vigilância, equipes de médicos-veterinários realizam inspeções clínicas nos animais e orientam produtores sobre boas práticas de manejo e a importância da notificação de doenças.


No Sítio Modelo, em Palmas, o produtor rural Silvio Múcio de Oliveira relatou a importância do acompanhamento feito pela Adapec. Ele destacou que, sempre que há suspeitas, o órgão é acionado e responde rapidamente, realizando coletas e oferecendo orientações que contribuem para a saúde do rebanho.
De acordo com a chefe da unidade local da Adapec em Palmas, Joseane Martins, as visitas ocorrem com frequência em propriedades com grande movimentação de animais, produção leiteira ou participação em leilões. O trabalho também atende às notificações feitas pelos próprios produtores.
Com o fim da vacinação, a vigilância ativa passou a ser uma das principais ferramentas de prevenção contra a febre aftosa. As equipes realizam exames clínicos detalhados, buscando sinais de doenças, como lesões na boca, úbere e patas — características de síndromes vesiculares.
O responsável técnico pelo Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa, João Eduardo Pires, reforçou que esse monitoramento é essencial para comprovar a ausência da doença no estado. Segundo ele, a continuidade desse trabalho garante não apenas a manutenção da certificação sanitária, mas também a ampliação de mercados para os produtos agropecuários do Tocantins.







