
O governo federal lançou nesta terça-feira (19) um novo programa de financiamento de veículos voltado para motoristas de aplicativo e taxistas em todo o Brasil. A iniciativa faz parte do programa Move Brasil e prevê a liberação de R$ 30 bilhões em crédito por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
O programa permitirá o financiamento de veículos novos de até R$ 150 mil, desde que atendam critérios de sustentabilidade. Entre os modelos permitidos estão carros flex, híbridos flex, elétricos e veículos movidos exclusivamente a etanol.
Poderão participar motoristas de aplicativos que tenham cadastro ativo há pelo menos 12 meses e que tenham realizado no mínimo 100 corridas na mesma plataforma durante esse período. Taxistas regularizados e em atividade também terão acesso à linha de crédito.
Durante cerimônia em São Paulo, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Aloizio Mercadante, afirmou que o programa poderá alcançar entre 1,2 milhão e 1,4 milhão de motoristas por aplicativo, além dos taxistas cadastrados em todo o país.
Segundo Mercadante, os financiamentos terão juros reduzidos. Para homens, a taxa anual será de 12,6%, equivalente a cerca de 0,99% ao mês. Já para mulheres, os juros serão menores, de 11,5% ao ano, ou aproximadamente 0,91% ao mês.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou o evento para defender maior organização dos trabalhadores por aplicativo e criticou a precarização das relações de trabalho nas plataformas digitais. Lula afirmou que a categoria precisa se fortalecer para ampliar direitos e reivindicações.
Durante o lançamento, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, anunciou ainda a criação de 100 pontos de apoio para trabalhadores de aplicativos em diversas regiões do país a partir do próximo mês.
Outra medida anunciada pelo governo prevê mudanças para mototaxistas e motoboys. A nova Medida Provisória acaba com a obrigatoriedade do curso de motofretista, da placa vermelha e da idade mínima de 21 anos para atuar no setor.
Apesar da flexibilização, o governo federal informou que as atividades continuarão sujeitas às regras de trânsito, fiscalização dos órgãos competentes e punições em caso de irregularidades.
Por: Warley Costa | Portal Imediato




