
Motoristas que atuam no transporte coletivo de Palmas denunciaram uma série de problemas nas condições de trabalho e não descartam uma paralisação já na próxima terça-feira (28), caso não haja avanço nas negociações salariais com a empresa responsável pelo serviço.
Segundo relatos obtidos pela reportagem, os trabalhadores enfrentam um ambiente de forte cobrança interna, com exigências consideradas excessivas. Entre as principais queixas está a obrigação de comparecer à garagem mesmo durante períodos de intervalo ou após o fim da jornada, prática que, na avaliação da categoria, ultrapassa os limites legais.
Outro ponto levantado envolve a aplicação frequente de advertências e suspensões por motivos considerados irrelevantes pelos motoristas. Para eles, esse tipo de medida pode estar sendo utilizado como forma de চাপressão para desligamentos por justa causa.
Também há insatisfação em relação a descontos realizados nos salários em casos de acidentes. De acordo com os trabalhadores, os valores estariam sendo abatidos mesmo sem comprovação clara de responsabilidade direta do motorista.
A questão salarial é outro fator central no impasse. A categoria afirma que o reajuste referente a 2024 ainda não foi aplicado e cobra, além da atualização, o pagamento retroativo dos anos seguintes. Há ainda reclamações sobre o pagamento de domingos trabalhados, que, segundo os profissionais, não estariam recebendo o adicional de 100% como esperado.
Diante desse cenário, cresce a possibilidade de paralisação, o que pode impactar diretamente milhares de usuários do transporte público da capital.
Procurada, a empresa responsável pelo serviço não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto para posicionamento.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





