
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou, na manhã desta quinta-feira (21), a Operação Falsa Emergência para investigar possíveis irregularidades no processo de terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.
A ação foi coordenada pela Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (DECOR) e cumpriu dez mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Cerca de 50 policiais civis participaram da operação.
As investigações apontam suspeitas de falsidade ideológica em documentos utilizados na formalização da parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, responsável pela administração das unidades.
Segundo a Polícia Civil, o foco da apuração é o processo administrativo que autorizou a terceirização das UPAs. Há indícios de inconsistências e possível inserção de informações falsas em documentos oficiais usados para validar juridicamente o contrato.
Durante a operação, equipes estiveram na sede da Secretaria Municipal de Saúde e também em endereços ligados aos investigados para recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam ajudar no andamento do inquérito.
A operação ocorreu um dia após Palmas completar 37 anos de criação, colocando a capital tocantinense no centro das atenções em meio a suspeitas envolvendo contratos da saúde pública.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que acompanha a operação e que está colaborando com as autoridades, disponibilizando todas as informações solicitadas.
Já a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba não se manifestou até a publicação da reportagem.
A Polícia Civil do Tocantins informou que as investigações continuam e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das diligências.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





