
Palmas está lidando com um desafio crescente na saúde pública. Em 2025, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital realizaram 18.450 atendimentos a moradores de outros municípios. O número representa 25,56% de toda a assistência prestada no ano — na prática, um em cada quatro pacientes atendidos não reside em Palmas.
As UPAs funcionam como portas abertas, atendendo qualquer pessoa em situação de urgência e emergência. O problema é que a demanda regional tem ultrapassado a capacidade planejada da rede municipal.
Só em janeiro deste ano, cerca de 24,26% dos atendimentos foram destinados a pacientes de fora, o equivalente a aproximadamente 2.827 registros em apenas um mês.
Pressão diária na ponta
Embora a saúde seja uma responsabilidade compartilhada entre municípios, Estado e União, na prática, Palmas tem absorvido uma carga maior do que sua estrutura suporta. O reflexo é sentido no dia a dia: sobrecarga das equipes, maior consumo de insumos e medicamentos e impacto direto no tempo de espera para todos os usuários.
A Prefeitura reforça que seguirá atendendo qualquer paciente em situação de urgência, independentemente da cidade de origem, mantendo o princípio da universalidade do SUS. No entanto, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) admite que o cenário exige soluções estruturais para garantir qualidade e sustentabilidade no longo prazo.
Desafio logístico e financeiro
A secretária municipal da Saúde, Dhieine Caminski, afirma que o dado de 25% vai além da estatística.
“Reconhecemos nossa vocação como capital e centro de referência. No entanto, esse número representa um desafio logístico e financeiro que precisa ser enfrentado de forma conjunta”, pontua.
Segundo a Semus, ainda no ano passado foi iniciado um estudo para identificar alternativas com base em experiências de outros municípios e avaliar o que pode ser aplicado à realidade de Palmas.
Caminho passa pela articulação regional
Outra frente é o diálogo com os municípios vizinhos e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems-TO). A retomada da Região Metropolitana de Palmas, formada por 21 municípios e cerca de 550 mil habitantes, reacende a discussão sobre a necessidade de integração mais eficiente na gestão da saúde.
A avaliação da pasta é clara: ou há um planejamento regional mais equilibrado, com divisão de responsabilidades e fortalecimento da rede nos municípios de origem, ou a pressão sobre a Capital tende a aumentar.
O alerta está dado. Palmas segue atendendo, mas a conta da referência regional já bate à porta — e exige solução coletiva.vCapital vira referência regional, mas alta demanda pressiona profissionais, estoques e amplia tempo de espera
Palmas está lidando com um desafio crescente na saúde pública. Em 2025, as duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital realizaram 18.450 atendimentos a moradores de outros municípios. O número representa 25,56% de toda a assistência prestada no ano — na prática, um em cada quatro pacientes atendidos não reside em Palmas.
As UPAs funcionam como portas abertas, atendendo qualquer pessoa em situação de urgência e emergência. O problema é que a demanda regional tem ultrapassado a capacidade planejada da rede municipal.
Só em janeiro deste ano, cerca de 24,26% dos atendimentos foram destinados a pacientes de fora, o equivalente a aproximadamente 2.827 registros em apenas um mês.
Pressão diária na ponta
Embora a saúde seja uma responsabilidade compartilhada entre municípios, Estado e União, na prática, Palmas tem absorvido uma carga maior do que sua estrutura suporta. O reflexo é sentido no dia a dia: sobrecarga das equipes, maior consumo de insumos e medicamentos e impacto direto no tempo de espera para todos os usuários.
A Prefeitura reforça que seguirá atendendo qualquer paciente em situação de urgência, independentemente da cidade de origem, mantendo o princípio da universalidade do SUS. No entanto, a Secretaria Municipal da Saúde (Semus) admite que o cenário exige soluções estruturais para garantir qualidade e sustentabilidade no longo prazo.
Desafio logístico e financeiro
A secretária municipal da Saúde, Dhieine Caminski, afirma que o dado de 25% vai além da estatística.
“Reconhecemos nossa vocação como capital e centro de referência. No entanto, esse número representa um desafio logístico e financeiro que precisa ser enfrentado de forma conjunta”, pontua.
Segundo a Semus, ainda no ano passado foi iniciado um estudo para identificar alternativas com base em experiências de outros municípios e avaliar o que pode ser aplicado à realidade de Palmas.
Caminho passa pela articulação regional
Outra frente é o diálogo com os municípios vizinhos e com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (Cosems-TO). A retomada da Região Metropolitana de Palmas, formada por 21 municípios e cerca de 550 mil habitantes, reacende a discussão sobre a necessidade de integração mais eficiente na gestão da saúde.
A avaliação da pasta é clara: ou há um planejamento regional mais equilibrado, com divisão de responsabilidades e fortalecimento da rede nos municípios de origem, ou a pressão sobre a Capital tende a aumentar.
O alerta está dado. Palmas segue atendendo, mas a conta da referência regional já bate à porta — e exige solução coletiva.
Por: Warley Costa | Portal Imediato.





