Crise nos bastidores: TV Globo revisa protocolos psicológicos após polêmica no Big Brother Brasil 26

A movimentação ocorre em um momento crítico para a emissora, que enfrenta uma batalha jurídica de R$ 4,25 milhões movida pelo ex-participante Pedro Henrique Espindola
Pedro Espíndola, do “BBB26” (Reprodução/Globo)

A cúpula da TV Globo iniciou, sob sigilo, uma revisão interna nos métodos de seleção e avaliação psicológica do Big Brother Brasil após a saída conturbada de Pedro Henrique Espindola do BBB 26 — episódio que acabou resultando em expulsão.

A movimentação acontece em um momento delicado para a emissora, que enfrenta uma ação judicial de R$ 4,25 milhões movida pelo próprio ex-participante. Representado pela advogada Niva Maria de Castro, Pedro alega negligência por parte da Globo, afirmando que não teria condições psicológicas adequadas para enfrentar o confinamento.

Segundo a defesa, ele possui diagnóstico prévio de transtorno bipolar com ciclagem rápida e transtorno de personalidade não especificado, conforme laudo de 2023. A acusação sustenta que o processo seletivo não teria sido rigoroso o suficiente para identificar a suposta inaptidão, expondo tanto o participante quanto os demais confinados a situações de risco.

Fontes ligadas à produção indicam que já havia sinais de instabilidade antes do episódio envolvendo acusações de importunação sexual contra Jordana Morais. Internamente, o caso teria levantado questionamentos sobre a escolha de perfis mais “intensos” para o programa e os limites entre entretenimento e segurança dos participantes.

O processo também aponta possíveis falhas contratuais e levanta discussões sobre a responsabilidade civil da emissora. A defesa afirma ainda que familiares teriam alertado a produção sobre problemas como privação de sono e ausência de suporte médico adequado durante o reality, sem que providências fossem tomadas.

Outro ponto citado na ação envolve o impacto emocional após a expulsão, incluindo críticas feitas publicamente pela apresentadora Ana Maria Braga.

Nos bastidores, há receio de que o caso abra precedentes jurídicos. Caso seja comprovada a flexibilização nos critérios psicológicos para priorizar o entretenimento, a Globo pode enfrentar uma série de novas ações por danos morais movidas por outros participantes que se sentiram expostos a situações de risco dentro da casa.

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