
Um médico de 65 anos e sua esposa de 44 foram indiciados nesta sexta-feira, 19, pela Polícia Civil em Paraíso do Tocantins pelos crimes de estupro majorado e assédio sexual, cometidos contra uma adolescente de 15 anos, que à época dos fatos, cerca de 10 anos atrás, era babá dos filhos do médico e morava na residência do casal.
Este é o segundo inquérito concluído em que o casal é indiciado pela prática de crimes sexuais. No último dia 11, ambos haviam sido indiciados pelo estupro de uma sobrinha da mulher, crime que havia se repetido ao longo de cinco anos, desde que a menina tinha apenas 11 anos de idade.
O delegado José Lucas Melo informou que a segunda vítima, hoje com 25 anos, ao tomar conhecimento de que o casal tinha sido indiciado por estupro praticado contra a sobrinha da mulher do médico, criou coragem e foi à delegacia especializada e denunciou que também teria sido vítima dos dois.
“Essa segunda vítima trabalhou como babá por algum tempo na casa do médico e além de ter sofrido abusos sexuais e também assédio, presenciou os crimes praticados contra a sobrinha da esposa do médico, mas na época dos fatos, foi ameaçada pela mulher para não denunciar os fatos”, frisou a autoridade policial.
Os crimes
Com base no depoimento desta segunda vítima e no aprofundamento das investigações, a Polícia Civil verificou a veracidade das investidas do médico com o intuito de satisfazer a própria lascívia. “Mesmo contando os fatos, para a esposa do autor, ela novamente permaneceu inerte e nada fez para cessar os abusos”, frisou a autoridade policial.
As investigações também revelaram que os abusos chegaram a tal ponto de algumas vezes a moça acordar com o investigado em cima dela. “Com medo, ela passou a se trancar em alguns cômodos da residência, mas não aguentou e, mesmo precisando do dinheiro, teve que ir embora”, frisou o delegado.
Novos indiciamentos
Com o encerramento das investigações, o médico foi indiciado por estupro majorado, pois a vítima tinha menos de 18 anos a época dos fatos, e assédio sexual, uma vez que o indivíduo se valia da condição de patrão a fim de constranger a vítima e facilitar a prática dos crimes.
A mulher, esposa do médico, foi indiciada pelos mesmos crimes do marido, visto que tinha o dever de evitar os abusos, mas nada fazia, e também pois foi ela quem levou a menor para morar em sua residência. Além disso, com base nas investigações, foram concedidas medidas protetivas para vítimas e testemunhas dos dois casos.




