Divino Bethânia Jr entra no jogo: comunicador polêmico aposta em candidatura à Câmara Federal pelo PSDB

Pré-candidato quer transformar visibilidade na TV e redes sociais em votos e diz que chega para “enfrentar o sistema” com base em valores próprios.
Imediato News / Foto: Marcus Araújo

O cenário político do Tocantins começa a ganhar novos contornos com a pré-candidatura de Divino Bethânia Jr (PSDB). Conhecido pela atuação na televisão, no rádio e principalmente pelas opiniões diretas nas redes sociais, o comunicador agora tenta dar um passo maior: sair da denúncia para a atuação em Brasília.

Nascido em Araguaína, no tradicional bairro de Fátima, Divino construiu a trajetória longe dos padrões clássicos da política. Veio da zona rural, ajudou a família no comércio e cresceu dentro de uma realidade simples. “Minha vida era cuidar das criações, ajudar minha mãe e trabalhar com meu pai na relojoaria”, relembra.

Foi justamente na porta do comércio da família que tudo mudou. Aos 19 anos, recebeu um convite inesperado para fazer um teste na comunicação. “Eu me tremi todinho. Sempre fui muito tímido. Nunca me imaginei falando em público”, conta. Sem formação acadêmica na área, diz que aprendeu “na prática”, convivendo com profissionais experientes.

Hoje, comanda programa de TV na BAND Araguaína, atua no rádio e também é empresário no ramo de publicidade. A visibilidade conquistada virou base para o próximo passo: a política em nível federal.

Da Câmara para o microfone — e agora para Brasília

A relação com a política não é nova. O pai foi vereador e influenciou diretamente sua visão de mundo. “Esse senso de justiça vem do meu berço. Eu não aguento ver injustiça. Aquilo me dói”, afirma.

Divino foi eleito vereador em Araguaína e construiu mandatos marcados por embates e posicionamentos firmes. Segundo ele, nunca atuou por interesses próprios. “Nenhuma briga minha foi por mim. Sempre foi pelos outros”, disse.

Ao longo da carreira, enfrentou derrotas, disputou eleição para deputado estadual e também passou por momentos de desgaste político. Ele afirma que foi alvo de sabotagens e perseguições. “Muitas vezes querem seus votos, mas não querem você eleito, porque você atrapalha o esquema”, dispara.

Após perder a eleição em 2020, diz que a vida tomou outro rumo. Reforçou a atuação na comunicação, ampliou o alcance nas redes e passou a ter mais liberdade. “Antes eu tinha que medir palavras. Hoje eu falo e pronto. Não dependo de mandato pra ser quem eu sou.”

Bandeiras e posicionamentos

Na pré-candidatura, Divino deixa claro o campo ideológico: se define como de direita, mas rejeita rótulos extremos. “Sou de direita, mas não sou extremista. Não sou aquela direita que briga com todo mundo.”

Entre as principais bandeiras, ele destaca:

  • endurecimento das leis penais
  • redução da maioridade penal
  • defesa da família
  • combate à criminalidade
  • críticas ao que chama de “sistema que protege criminosos”

Ele afirma que decidiu disputar uma vaga na Câmara Federal porque acredita que os problemas estão na legislação. “Não é possível prender alguém e soltar na mesma semana. Tem algo errado na lei”, afirma.

Polêmicas e discurso direto

A postura sem filtro virou marca registrada. Divino acumula apoiadores e críticos — e não se incomoda com isso. “Hater faz propaganda pra mim”, diz.

Sobre temas sensíveis, tenta adotar uma linha intermediária. Defende respeito às pessoas, mas também impõe limites em pautas que considera estruturais. “Não vejo as pessoas por cor ou opção sexual. Vejo comportamento. Isso pra mim é o que importa.”

Ainda assim, reconhece que o posicionamento gera desgaste. “Ser amado e odiado faz parte. Tomara que o amor seja maior.”

Família, base e decisão de disputar

Antes de confirmar a pré-candidatura, Divino afirma que buscou respaldo dentro de casa. A família teve papel central na decisão, principalmente após o período fora da política, quando conseguiu reaproximação pessoal.

“Se eu tivesse continuado naquele ritmo, talvez tivesse perdido minha família. Hoje eu tenho equilíbrio e consciência do que estou fazendo”, afirma.

Estratégia e desafio eleitoral

Filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira, Divino diz que escolheu a sigla por alinhamento mínimo de valores, mesmo reconhecendo diferenças internas. “Partido é ferramenta. O que importa são os valores.”

Ele também aposta no eleitor independente — aquele que não segue partido. “A maioria vota na pessoa, não na sigla”, analisa.

Agora, o desafio é transformar engajamento em voto. Com forte presença digital e histórico na TV, Divino entra na disputa apostando no contato direto com a população e no discurso de enfrentamento.

“Eu não faço política por poder. O poder serve para servir as pessoas. É isso que eu acredito e é assim que eu vou até o fim”, conclui.

Por: Warley Costa | Portal Imediato

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