
A Prefeitura de Palmas nomeou Ana Paula dos Santos Andrade Abadia para assumir interinamente a Secretaria Municipal da Saúde (Semus). A nomeação foi publicada nesta quarta-feira (10), após a prisão da secretária Dhieine Caminski durante a Operação Falsa Emergência, da Polícia Civil.
Servidora efetiva da Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO), Ana Paula atualmente exercia a função de secretária executiva da Escola de Saúde Pública de Palmas. Ela também possui experiência na gestão municipal, tendo ocupado anteriormente o cargo de secretária de Saúde de Araguaína.
A mudança ocorre em meio às investigações que apuram supostas irregularidades no processo de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da Capital.
Prisões ocorreram durante operação

Além de Dhieine Caminski, também foi preso o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa. Ambos são investigados por suposta participação em um esquema relacionado ao contrato de R$ 139,1 milhões firmado entre a Prefeitura de Palmas e a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para gestão das UPAs.
A Polícia Civil investiga possíveis crimes de associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção e lavagem de dinheiro.
Segundo a decisão da Justiça, Dhieine é suspeita de tentar interferir nas investigações por meio do monitoramento e direcionamento de depoimentos de testemunhas. Já Andreis é investigado por supostamente elaborar pareceres técnicos previamente definidos e encaminhá-los para assinatura de outros servidores.
Secretária permanece no cargo
Apesar da prisão, Dhieine Caminski não foi exonerada da função. A gestora continua oficialmente à frente da pasta, embora afastada das atividades, enquanto Ana Paula Abadia assume a condução administrativa da Secretaria de Saúde de forma interina.
A Prefeitura informou que acompanha o caso e aguarda acesso integral aos autos para se posicionar oficialmente sobre as investigações.
Empresária é alvo de mandado de prisão
A operação também teve como alvo a empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, apontada pelos investigadores como possível articuladora do contrato investigado. A Justiça decretou sua prisão preventiva, mas ela ainda não havia sido localizada até a última atualização.
Por meio da defesa, a empresária informou que está viajando e pretende retornar para se apresentar às autoridades.
Prefeitura garante continuidade dos atendimentos
Em nota, a Prefeitura de Palmas afirmou que os serviços de saúde continuam funcionando normalmente e que não haverá prejuízos à população.
Segundo a administração municipal, os atendimentos nas UPAs Norte e Sul seguem sendo realizados normalmente enquanto o caso é apurado pelas autoridades.
A Operação Falsa Emergência é considerada uma das maiores investigações recentes envolvendo a área da saúde pública na Capital e segue em andamento.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





