Ex-secretário de Obras de São Valério se entrega à polícia após quase oito meses foragido por suspeita de homicídio

Divino Duarte, de 35 anos, é investigado pela morte do eletricista Wilson Hermes Almeida Rocha, de 28 anos, durante uma discussão em um posto de combustíveis. Defesa diz que vai se manifestar apenas no processo.
Imediato News / Foto: Redes Sociais

O ex-secretário de Obras de São Valério, Divino Duarte, de 35 anos, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (7), em Gurupi, no sul do Tocantins. Ele era considerado foragido da Justiça desde que teve a prisão decretada por suspeita de matar o eletricista Wilson Hermes Almeida Rocha, de 28 anos.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), após se apresentar acompanhado de um advogado e passar pelos procedimentos legais, Divino foi encaminhado para a Unidade Penal de Gurupi, onde permanece à disposição da Justiça.

O crime aconteceu no dia 12 de novembro de 2025, em um posto de combustíveis de São Valério. Conforme a investigação, Wilson foi atingido por um tiro na cabeça. Ele chegou a ser socorrido por uma equipe do hospital municipal, mas morreu durante o transporte para Gurupi.

De acordo com a SSP, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A investigação aponta que o disparo foi motivado por uma desavença envolvendo uma dívida relacionada a um consórcio feito entre amigos.

Wilson era proprietário de uma autoelétrica e prestava serviços para o município. Testemunhas informaram à polícia que ele e o então secretário haviam discutido na noite anterior ao crime, depois que a vítima teria batido uma caminhonete no portão da casa de Divino.

No dia seguinte, os dois voltaram a se encontrar no posto de combustíveis, onde ocorreu uma nova discussão. Segundo a investigação, foi nesse momento que o suspeito efetuou o disparo contra o eletricista.

Após o crime, Divino fugiu de carro e permaneceu foragido até se apresentar à polícia nesta terça-feira.

Em nota, a defesa de Divino Duarte informou que não irá comentar as acusações publicamente e que todas as manifestações serão feitas no processo judicial. O escritório afirmou ainda que confia no regular andamento da Justiça e no pleno exercício do direito de defesa.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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