Operação prende quatro suspeitos de integrar esquema de golpes virtuais que movimentou mais de R$ 4 milhões no TO

Investigação da Polícia Civil aponta crimes de estelionato virtual e lavagem de dinheiro. Grupo usava perfis falsos para aplicar golpes e ocultava valores em diversas contas bancárias.
Imediato News / Foto: Divulgação PCTO

Quatro pessoas foram presas nesta terça-feira (14) durante a Operação Falsum Imperium, da Polícia Civil, que investiga um esquema de estelionato virtual e lavagem de dinheiro com movimentação superior a R$ 4 milhões. As prisões foram realizadas em Araguatins, no Bico do Papagaio.

A operação foi deflagrada pela 10ª Delegacia de Polícia de Araguatins. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, os policiais apreenderam um carro e uma motocicleta que podem ter sido adquiridos com recursos ligados ao esquema investigado.

Segundo a Polícia Civil, a investigação teve início após denúncias anônimas indicarem que um dos investigados mantinha um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Com autorização judicial, foram quebrados os sigilos bancário e telemático dos suspeitos.

A análise dos dados apontou indícios de que o grupo atuava desde 2020. Conforme a investigação, mais de R$ 4 milhões passaram pelas contas bancárias vinculadas aos investigados, sendo que cerca de R$ 2 milhões não tiveram origem comprovada.

Ainda de acordo com a polícia, os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais para anunciar passagens aéreas, animais de alto valor e produtos supostamente comercializados por grandes redes varejistas. Após receber os pagamentos, o grupo não entregava os produtos ou serviços anunciados.

A investigação aponta que os valores obtidos com os golpes eram distribuídos entre diversas contas bancárias para dificultar o rastreamento. Os investigados também são suspeitos de misturar recursos de origem lícita e ilícita e pulverizar depósitos e transferências para dar aparência de legalidade ao dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, o nome da operação, Falsum Imperium, faz referência a um estabelecimento comercial que teria sido utilizado por um dos investigados para conferir aparência legal ao patrimônio adquirido.

Após os procedimentos na delegacia, os quatro presos foram encaminhados à Unidade Prisional de Araguatins, onde permanecem à disposição da Justiça.

Os nomes dos investigados não foram divulgados pela Polícia Civil. Por esse motivo, o g1 não conseguiu localizar a defesa deles até a última atualização desta reportagem.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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