
A Prefeitura de Araguaína passou a oferecer o Implanon, implante contraceptivo subdérmico de longa duração, na rede municipal de saúde. O método foi incorporado recentemente ao Sistema Único de Saúde (SUS) e passa a integrar as opções de planejamento reprodutivo disponíveis gratuitamente no município.
O Implanon é um contraceptivo reversível de longa duração (LARC) e funciona por meio da liberação contínua do hormônio etonogestrel. De acordo com o Ministério da Saúde, o dispositivo tem eficácia superior a 99% e pode permanecer no organismo por até três anos.
A inserção é feita por profissionais capacitados, com anestesia local, na parte interna do braço. Após esse período, o implante pode ser retirado e substituído por um novo, caso a paciente deseje continuar utilizando o método. A fertilidade tende a retornar após a remoção.
Para ter acesso ao Implanon, a mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência e agendar uma consulta de planejamento familiar. Durante o atendimento, profissionais de saúde apresentam os métodos contraceptivos disponíveis pelo SUS e avaliam se a paciente atende aos critérios definidos pelo Ministério da Saúde para utilização do implante.
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, as pacientes aptas ao procedimento são incluídas em uma fila de espera. A previsão é que, em agosto, sejam realizados mutirões para a inserção do dispositivo.
Além do Implanon, a rede municipal oferece preservativos masculino e feminino, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, injetáveis hormonais, laqueadura tubária e vasectomia. Entre esses métodos, apenas os preservativos também protegem contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
De acordo com o Ministério da Saúde, o público prioritário para o uso do Implanon inclui adolescentes, mulheres em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência sexual ou doméstica, pessoas vivendo com HIV, mulheres indígenas e quilombolas, mulheres com transtornos mentais ou deficiência intelectual grave, profissionais do sexo e homens trans. O método é contraindicado para gestantes e pessoas em tratamento contra câncer.
Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato





