
Seis meses após o rompimento de uma barragem particular no Ribeirão Bonito, na zona rural de Ponte Alta do Bom Jesus, no sudoeste do Tocantins, as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas. O acidente ocorreu em dezembro de 2025, durante a instalação de um vertedouro destinado a uma central geradora hidrelétrica, e provocou danos ambientais, além de preocupação entre moradores da região.
Após o rompimento, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) embargou o empreendimento, suspendeu a licença ambiental e aplicou uma multa de R$ 1,5 milhão aos responsáveis pela obra. O órgão também determinou uma série de medidas para a regularização da área, incluindo a apresentação de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), documento que estabelece ações para recuperação do solo, da vegetação e dos recursos naturais afetados.

Na época do incidente, a força da água e da lama atingiu seis residências, levando à retirada preventiva de aproximadamente 15 pessoas. Apesar dos prejuízos e dos impactos causados ao meio ambiente, não houve registro de feridos ou vítimas fatais.
Passados seis meses, moradores afirmam que a situação do Ribeirão Bonito se estabilizou. A água voltou à aparência normal e os efeitos mais visíveis do acidente diminuíram. No entanto, a falta de respostas sobre as causas do rompimento e sobre o futuro do empreendimento ainda gera insegurança.
Quem vive às margens do rio relata preocupação com a possibilidade de retomada das obras sem que haja esclarecimentos sobre o ocorrido. A comunidade também aguarda informações sobre eventuais responsabilidades e medidas que serão adotadas para evitar novos incidentes.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do rompimento e identificar possíveis responsabilidades criminais. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o procedimento segue em andamento, com diligências e análises técnicas ainda em curso. Até o momento, não há previsão para a conclusão das investigações.
O Grupo ZX Energia, responsável pela estrutura, foi procurado para comentar o caso, mas não se manifestou. O Ministério Público do Tocantins também foi acionado para informar se acompanha o processo, porém não respondeu até o fechamento desta reportagem.
Por: Warley Costa | Portal Imediato





