Seis são condenados por integrar grupo investigado por tráfico, armas e lavagem de dinheiro em Araguaína

Justiça aplicou penas que somam mais de 82 anos de prisão; investigação aponta que organização tinha ligação com o PCC
Imediato News / Foto: Redes Sociais

A Justiça condenou seis pessoas investigadas por integrar uma organização criminosa responsável pelo tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro em Araguaína, no norte do Tocantins. Juntas, as penas ultrapassam 82 anos de prisão. A decisão, assinada pela 2ª Vara Criminal, ainda pode ser alvo de recurso.

O processo teve origem em uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Tocantins (MPTO), que apontou uma estrutura com divisão de funções entre os integrantes e atuação no tráfico de entorpecentes na cidade.

Segundo a sentença, além da venda de drogas, o grupo movimentava recursos por meio de uma empresa do ramo de armamentos. Para a acusação, o estabelecimento era utilizado para ocultar valores obtidos com as atividades ilícitas e inseri-los no sistema financeiro como se fossem provenientes de operações comerciais regulares.

As investigações também identificaram movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada pelos acusados e reuniram provas obtidas por interceptações telefônicas, análises financeiras, perícias em aparelhos celulares e apreensões realizadas durante a operação. Drogas, armas, munições e outros materiais ligados à atividade criminosa foram recolhidos pelos investigadores.

Entre os condenados, Hugo Sérgio Soares Rodrigues recebeu a maior pena, de 26 anos e três meses de prisão. Guilherme da Silva foi sentenciado a 22 anos e um mês. Também foram condenados Alisson Cassio Moura Barreto, Patrícia Soares de Oliveira e Breno Pereira da Silva. João Vítor Farias Sousa recebeu pena de três anos e seis meses, substituída por prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária.

O homem apontado nas investigações como líder da organização, Joelson Barbosa Pereira Júnior, não foi julgado nesta ação. O processo dele foi separado após a defesa apresentar novos documentos, e o caso seguirá tramitação própria.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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