Cuba restabelece parte do fornecimento de energia após novo apagão nacional

Segundo a empresa estatal de energia, cerca de 30% dos consumidores de Havana voltaram a ter eletricidade. Este é o terceiro apagão de grande escala registrado no país em seis meses.
Imediato News / Foto: YAMIL LAGE/AFP

Cuba começou a restabelecer o fornecimento de energia elétrica nesta terça-feira (7), um dia após um novo apagão atingir todo o país. De acordo com a Empresa Elétrica de Havana, cerca de 30% dos consumidores da capital já tiveram o serviço normalizado.

Segundo o boletim da companhia, mais de 262 mil clientes voltaram a receber energia. A retomada ocorre de forma gradual e prioriza serviços considerados essenciais, como hospitais e outras unidades de saúde.

O apagão foi registrado na segunda-feira (6), quando a estatal responsável pelo sistema elétrico informou um desligamento total da rede nacional. As causas da interrupção não foram divulgadas.

Este foi o terceiro apagão nacional em seis meses e o oitavo desde o fim de 2024.

O Ministério de Minas e Energia atribuiu a demora na recuperação do sistema à falta de combustível, que afeta a operação das usinas geradoras.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, voltou a responsabilizar as sanções impostas pelos Estados Unidos pela crise energética enfrentada pelo país. Segundo ele, as restrições dificultam o acesso da ilha ao combustível necessário para manter a geração de eletricidade.

Além das limitações no abastecimento, o sistema elétrico cubano enfrenta problemas estruturais. A maior parte da energia é produzida por usinas termelétricas antigas, que frequentemente apresentam falhas e passam por interrupções para manutenção. A principal delas, a Antonio Guiteras, está fora de operação há vários dias devido a um defeito.

A crise energética se soma às dificuldades econômicas enfrentadas por Cuba, que convive com escassez de alimentos, medicamentos e alta inflação. Em diversas regiões do país, moradores relatam cortes prolongados no fornecimento de energia, que podem durar dias.

Nesta terça-feira, o governo cubano também solicitou uma sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) para discutir os impactos das sanções econômicas aplicadas pelos Estados Unidos. O pedido ainda depende de aprovação dos países-membros da organização.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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