
Ponte entre Pedro Afonso e Tupirama terá de ser reconstruída, confirma Dnit
Laudo técnico aponta desgaste irreversível nas fundações e descarta recuperação da estrutura
O fato
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) confirmou que a ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, entre os municípios de Pedro Afonso e Tupirama, terá de ser totalmente reconstruída. A decisão foi tomada após um laudo técnico concluir que as fundações sofreram reações químicas no concreto, provocando um desgaste considerado irreversível e inviabilizando qualquer tentativa de recuperação da estrutura.
Inaugurada em 2007 e com pouco mais de um quilômetro de extensão, a ponte é um dos principais corredores para o escoamento da produção agrícola da região. A estrutura está completamente interditada desde maio, quando inspeções identificaram problemas nos pilares.
Desdobramentos
No início deste mês, o Dnit realizou testes de carga utilizando caminhões pesados. O resultado confirmou a gravidade da situação: a ponte apresentou deformações permanentes e não retornou à posição original após a retirada dos veículos, reforçando a necessidade de reconstrução completa.
Enquanto a nova obra não é iniciada, o órgão informou que irá avaliar, nos próximos 15 dias, a possibilidade de liberar a travessia exclusivamente para carros de passeio e motocicletas, desde que sejam executadas medidas emergenciais de reforço. Até lá, motoristas continuam utilizando rotas alternativas, e a ligação entre Pedro Afonso e Tupirama permanece sendo feita por meio de balsas.
Opinião
A decisão do Dnit encerra qualquer expectativa de uma solução rápida para um dos principais eixos logísticos da região. A reconstrução da ponte representa um desafio que vai além da engenharia: exige planejamento, recursos e rapidez para minimizar os impactos sobre a economia local e o transporte de pessoas.
Mais do que reconstruir a estrutura, o episódio levanta um alerta sobre a necessidade de monitoramento contínuo das grandes obras de infraestrutura. Em um estado com forte dependência do agronegócio e do transporte rodoviário, a interrupção de uma ligação estratégica afeta diretamente a competitividade da região e a rotina de milhares de pessoas.





