TJ suspende julgamento de pedido de liberdade de empresária investigada em contrato das UPAs de Palmas

Análise foi interrompida após pedido de vista. Empresária segue presa enquanto Tribunal de Justiça retoma julgamento em data ainda não definida.
Imediato News / Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) suspendeu o julgamento do pedido de liberdade da empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada na Operação Falsa Emergência, que apura supostas irregularidades em um contrato de R$ 139 milhões para a gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.

A análise do habeas corpus ocorreu nesta quarta-feira (29), mas foi interrompida após um pedido de vista do desembargador Gilson Valadares. Com isso, Cláudia permanece presa até que o julgamento seja retomado. Ainda não há data para a continuidade da sessão.

Durante o julgamento, o relator do caso, desembargador Márcio Barcelos, votou pela concessão da liberdade da empresária mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Em seguida, o desembargador Luiz Zilmar dos Santos Pires abriu divergência e defendeu a manutenção da prisão, alegando a gravidade dos fatos investigados e os riscos para a aplicação da lei penal.

A defesa de Cláudia informou que aguardará a retomada do julgamento. Os advogados sustentam que a empresária não tentou fugir durante a operação policial e afirmam que a viagem realizada por ela no dia do cumprimento dos mandados já estava programada. A defesa também nega que um carro de luxo citado nas investigações tenha sido oferecido como vantagem indevida, afirmando que o veículo foi emprestado ao então namorado, Andreis Vicente da Costa.

Investigação

A Operação Falsa Emergência investiga supostas fraudes na contratação, sem licitação, da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba para administrar as UPAs de Palmas.

Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, Cláudia Fernanda é apontada como uma das principais articuladoras da contratação e teria atuado como intermediária para favorecer a organização junto a agentes públicos.

O inquérito foi concluído com o indiciamento de dez pessoas pelos crimes de associação criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. As investigações também apuram a suspeita de uso de documentos produzidos com datas retroativas para justificar a contratação.

Paralelamente à investigação criminal, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspendeu o contrato após apontar indícios de irregularidades e determinou que a Prefeitura de Palmas reassumisse a gestão das unidades de saúde.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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