Homem é condenado a 16 anos e 7 meses de prisão por matar vítima a facadas em Filadélfia

Crime aconteceu durante comemoração das eleições municipais de 2024; defesa afirma que vai recorrer da decisão.
Imediato News / Imagens / TV Amazonas BAND

O Tribunal do Júri de Filadélfia condenou, nesta quinta-feira (13), Iago Pinheiro Sirqueira Santos a 16 anos e 7 meses de prisão, em regime fechado, pela morte de Gleidson Pereira Rodrigues. O julgamento foi realizado no município e teve a participação do Ministério Público e da defesa do réu.

O crime aconteceu em 6 de outubro de 2024, na Praça Ana Maria, durante uma comemoração pela vitória do atual prefeito de Filadélfia nas eleições municipais.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Gleidson teria discutido com Iago durante a comemoração. Após o desentendimento, o acusado teria se aproximado por trás da vítima e desferido três golpes de faca nas costas.

Após o ataque, Iago teria fugido do local em um carro. Gleidson foi socorrido e colocado em uma ambulância do posto de saúde, que seguia para o Hospital Regional de Araguaína. A vítima, no entanto, não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.

Acusação e defesa

Suspeito Yago Pinheiro Sirqueira Santos

Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou a acusação e apresentou aos jurados as provas reunidas no processo.

A acusação afirmou que os elementos apresentados confirmavam a participação de Iago na morte de Gleidson e pediu a responsabilização do réu pelo crime.

A defesa, por outro lado, sustentou a inocência de Iago e apontou, durante o julgamento, supostas falhas no processo e problemas na investigação.

Após a análise das provas e dos argumentos apresentados pelas partes, os jurados decidiram pela condenação do acusado. Na sequência, o juiz responsável pelo Tribunal do Júri realizou a leitura da sentença, estabelecendo a pena de 16 anos e 7 meses de reclusão em regime fechado.

Defesa vai recorrer

Após a condenação, a defesa informou que pretende recorrer da decisão. Segundo os advogados, a estratégia será questionar a sentença nos tribunais superiores e sustentar a tese de ausência de provas suficientes para a condenação.

“A gente apontou as falhas do processo, os problemas na investigação e agora a defesa vai fazer o recurso. O papel da defesa é recorrer e vamos tentar mudar essa situação nos tribunais”, afirmou um dos advogados de Iago.

Ministério Público fala em justiça para a família

Representantes do Ministério Público avaliaram que as teses apresentadas pela acusação foram acolhidas pelos jurados.

Apesar da condenação, o representante do órgão ressaltou que o resultado não deve ser tratado como motivo de comemoração, diante da perda de uma vida e do impacto provocado pela prisão do réu sobre sua própria família.

Promotor / Rander Lima Teixeira

“Embora tenham sido as teses ministeriais acolhidas, não é um momento de felicidade, mas estamos um pouco mais acalentados porque, nesse caso, foi feita justiça”, afirmou.

Familiares de Gleidson também acompanharam o julgamento e destacaram o sentimento de alívio com a condenação, embora reforcem que a decisão não diminui a dor provocada pela morte.

“A justiça foi feita, graças a Deus. A gente não está feliz 100%, porque a vida dele não volta. A família dele também está sofrendo, isso é fato. Mas, por outro lado, a gente está um pouco aliviado porque a justiça foi feita”, declarou um familiar.

Com a condenação, Iago deverá cumprir a pena de 16 anos e 7 meses em regime fechado, mas a defesa informou que irá recorrer da decisão.

Por: Roberto Guerrero / Edição Warley Costa | Portal Imediato

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