Influencer digital de Goiânia é presa por envolvimento em homicídio

Yeda Freitas foi presa com outras três pessoas por um assassinato ocorrido em 2022

Nesta ultima quinta-feira, 18, a influenciadora digital Yeda Freitas foi presa pela Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios (DIH).
Segundo a polícia, a mulher de 30 anos foi presa por suspeita de ser cúmplice em um assassinato que aconteceu em março de 2022, em Goiânia.

A influenciadora e o ex-namorado ostentavam uma vida de luxo com viagem e carros. Yeda se beneficiava financeiramente de um esquema de tráfico do qual o ex-namorado participava.

O Crime e a Participação de Yeda

De acordo com a Polícia Civil, Douglas Henrique Silva foi morto no dia 14 de março de 2022, na Rua Anchova, Jardim Atlântico.
Ainda de acordo com a polícia, para deixar de pagar uma dívida, o namorado dela havia armado uma “emboscada” para a vítima, que ela é suspeita de ter participado.

As investigações apontaram ainda que o executor teria sido auxiliado na execução do crime e na sua fuga pela namorada e outros dois comparsas, também presos. Segundo o delegado Carlos Alfama, a mulher teria acompanhado o namorado no dia em que ele buscou o carro para executar a vítima.
Ela também teria participado da operacionalização financeira do tráfico de cocaína e da lavagem de dinheiro proveniente da organização criminosa comandada pelo companheiro.

Motivação

De acordo com as investigações, a vítima era traficante de drogas, e após a morte da mãe de seu filho, decidiu dedicar o seu tempo à criança, e vender sua parte na “empresa” para o executor.
Com a venda da “empresa” dedicada ao tráfico de cocaína, o executor deveria repassar à vítima pagamentos semanais de aproximadamente R$ 6 mil (seis mil reais).

Por determinado período, o devedor adimpliu a obrigação e repassava valores de contas bancárias de parentes para a conta da mãe da vítima. Todavia, com o passar do tempo, o devedor começou a atrasar os repasses de dinheiro, o que fez com que a vítima o cobrasse com muita animosidade. Pressionado a pagar, o executor armou emboscada para matar o credor.

Operação Omertà

Durante a Operação Omertà, a polícia também prendeu outras duas pessoas: Mateus Barbosa da Silva, José Camilo Pereira Bento.

Mateus Barbosa da Silva, José Camilo Pereira Bento e Antônio Luiz de Souza Filho foram presos suspeitos de envolvimento em homicídio, em Goiânia, Goiás.
Foto: Divulgação/Polícia Civil

Omertà é um código de honra, sustentado por um forte sentido de família, usado entre organizações mafiosas do sul de Itália. No fundo, trata-se de um voto de silêncio que faz com que os mafiosos protejam outros elementos do grupo, impedindo-os de colaborar com as autoridades.

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