Professor auxiliar é indiciado por suspeita de assédio sexual contra alunas adolescentes no sudeste do Tocantins

Investigação da Polícia Civil aponta que investigado teria usado a posição na escola para fazer investidas de natureza sexual contra estudantes. Justiça determinou o afastamento do professor e impôs medidas cautelares.
Imediato News / Foto: Redes Sociais

Um professor auxiliar foi indiciado pela Polícia Civil do Tocantins por suspeita de assediar sexualmente alunas adolescentes de uma escola localizada na região sudeste do estado. Segundo a corporação, ele confessou as condutas durante o interrogatório.

O inquérito foi concluído pela 103ª Delegacia de Polícia de Taguatinga. Ao final da investigação, o homem foi indiciado pelo crime de assédio sexual, previsto no artigo 216-A, parágrafo 2º, do Código Penal.

De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontaram que o professor teria se aproveitado da função exercida na unidade de ensino para fazer investidas de natureza sexual contra estudantes.

Durante as apurações, surgiram relatos sobre a possível existência de outras vítimas. As novas informações foram incorporadas ao inquérito e seguem sendo investigadas pela equipe responsável pelo caso.

A pedido da Polícia Civil, a Justiça determinou o afastamento imediato do investigado das atividades profissionais. Além disso, ele está proibido de atuar em qualquer instituição de ensino, frequentar escolas e quadras esportivas e manter contato com as vítimas, familiares e testemunhas, seja de forma presencial, por telefone, aplicativos de mensagens ou redes sociais.

Na decisão, o magistrado considerou que há indícios de autoria e materialidade, além do risco de que novas ocorrências possam acontecer caso o investigado permaneça em contato com adolescentes. Segundo a Justiça, as medidas cautelares são necessárias para garantir a proteção física e psicológica das vítimas durante o andamento do processo.

A Polícia Civil informou que casos envolvendo crianças e adolescentes têm prioridade na investigação e orientou que vítimas ou testemunhas de situações semelhantes procurem uma delegacia para registrar a ocorrência.

Por: Pedro Coutinho | Portal Imediato

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