Cerimônia de nomeação marca encerramento da Dasĩpê com apoio do Governo do Tocantins

Festa tradicional do povo Akwẽ Xerente na aldeia Funil celebrou a oficialização dos nomes indígenas de crianças e adolescentes; cerca de 500 pessoas participaram.
Bebê Xerente é conduzido à cerimônia de nomeação dos meninos durante o encerramento da festa cultural Dasĩpê, na aldeia Funil. (Foto: Julyana Batista Aires/Governo do Tocantins)

Com apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), o povo Akwẽ Xerente realizou, na manhã desta terça-feira, 29, a cerimônia de encerramento da tradicional festa Dasĩpê, na aldeia Funil, em Tocantínia. A celebração foi marcada pelo batismo, também chamado de nomeação, de cerca de 34 crianças e adolescentes da comunidade, consolidando os nomes próprios que refletem os clãs aos quais pertencem.

A cerimônia contou com a presença do secretário da Sepot, Paulo Xerente, e sua comitiva. Representante da etnia Akwẽ, o gestor destacou a importância da preservação dos rituais ancestrais. “As toras no centro do pátio, a corrida da tora e a cerimônia do batismo são pilares da identidade cultural do nosso povo. É dever de todos nós garantir que essas tradições sejam perpetuadas”, afirmou.

Durante os dez dias de festa, a aldeia, composta por mais de 150 famílias e aproximadamente 500 pessoas, celebrou sua cultura por meio de cânticos, pinturas corporais, rituais e adereços típicos que reforçam a conexão espiritual e histórica do povo Xerente com sua ancestralidade.

Valorização dos nomes indígenas

O cacique Elso Xerente, do clã Wahirê, agradeceu o apoio da Sepot e ressaltou a importância da Dasĩpê para a preservação dos nomes originários. Segundo ele, a exigência legal de registrar crianças logo após o nascimento, muitas vezes, impede que o nome verdadeiro, escolhido pelos anciãos, seja oficializado da forma tradicional, o que pode gerar distorções.

“Essa cerimônia é o momento em que o nome se torna definitivo, com base na linhagem e na orientação dos mais velhos. Hoje estamos felizes porque todos os nomes foram definidos corretamente”, celebrou o líder. Ele reforçou que, devido ao elevado número de nascimentos na comunidade, cerca de 160 crianças de até 10 anos, a cerimônia precisa ocorrer, no máximo, a cada três anos, para garantir que todos tenham seus nomes oficiais conforme a tradição.

O evento reforça o compromisso do Governo do Tocantins com o fortalecimento da cultura indígena e com o respeito às práticas tradicionais dos povos originários, contribuindo para a valorização da identidade étnica e a transmissão de saberes entre as gerações.

Por: Lénedy Wander | Portal Imediato

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